O troca-troca em Conquista

1 10 2009

Troca-troca I

Herzém Gusmão, radialista que disputou a eleição de prefeito em 2008, pelo PSDB, deixou o partido dos tucanos e abrigou-se no PMDB de Geddel e Lúcio, partido onde Coriolano Sales (ex-deputado federal que renunciou forçado pelo escândalo das sanguessugas) se aboletaria em busca de uma eleição que o ressuscitasse politicamente. Mas, o PMDB refugou Cori. Ele faz o quê? Vai para o PSDB que Herzém refugou.

Herzém já foi PDT, PSB, já apoiou o PT, foi PSDB e agora é PMDB.
Coriolano já foi PMDB, PSB, PDT, PFL e agora é PSDB.

Coriolano Sales fez essa trajetória em 30 anos de política. Herzém idem. Porque nem todos são obrigados a saber, mas, Herzém pertenceu a vários partidos, e fez muita política enquanto era radialista. Chegou a ser cogitado para vice de Guilherme ou de Jadiel, se o excelente ex-prefeito se candidatasse de novo; chegou a conversar para fazer dobradinha com o próprio Cori em 1994, e foi cotado ou ofereceu-se para ser candidato a prefeito outras vezes, muito antes de 2008. Porque nada disso se confirmou? Um dia ele fala.
Em 1988, Herzém atacava com enorme virulência o ex-prefeito José Pedral, que exercia o segundo mandato de prefeito de Conquista. Herzém esculhambava Pedral como se precisasse escorraçá-lo da face da Terra, aí, fizeram uma oferta a ele, uma boa grana, e ele passou a fazer parte do palanque de Murilo Mármore, encarregado de anunciar os discursos exatamente de Pedral e do próprio Murilo, com seu vozeirão. Quem contratou Herzém não contratou o animador de comício, ele sabe disso, contratou o radialista, que ficou calado no rádio enquanto gritava no palanque, com Zerenildo e Edivaldo Ferreira: “Com vocês, ele, J. Pedral, Pedral, Pedral”.

Há alguns anos Herzem dizia no rádio, literalmente, que Conquista deveria colocar os joelhos no chão e rezar, agradecendo a Deus por Guilherme, um santo, um anjo, um ídolo. Deus no céu e Guilherme na Terra (isso quando não invertia os papéis). Hoje, Guilherme e o PT são os cães do inferno.

Herzém mudou porque ele se acha Deus. Ou recebeu uma missão, uma mensagem divina. Deve ser isso.

Não diria jamais que Herzém é corrupto ou que rouba. Mas, que é incoerente, isso é. E sempre se moveu pelas ofertas. Sempre foi um profissional, no sentido de saber usar a profissão. Mostra, agora, que sabe ser, também, um profissional da política.

Eu não votarei nele. Nem em Cori.

Troca-troca II

Nos primórdios, Coriolano Sales foi um político correto, aos olhos distantes do eleitor. Trabalhava muito por Conquista e região. Mas, não gosta nem de Deus. É um cara insensível, que só pensava em política e mandato. Nem no poder, mas nos benefícios do mandato, em viajar o mundo por conta do contribuinte. Gostava de ser autoridade. Um anti-social. Ninguém o via em festas, ninguém o via em missas ou cultos. Ninguém o via com a família. Nem Natal Coriolano comemorava.

Um dia, o eleitor viu o que ele fazia escondido. O santo de barro quebrou-se, partiu-se em pedaços. Uma vergonha que o fez renunciar. E, de repente, o cara que preferia viver sozinho, que desconfiava de todo mundo, que se achava o melhor, o mais capaz, o único, ficou isolado, acabrunhado, andando pelas ruas como um zumbi da política, mendigando olhares.

Agora, a arrogância tomou outro tombo. Foi trocado por Herzém. Os dois irmãos gordinhos acham que Coriolano não sai mais do lugar. Nem pediram desculpas, nem disseram obrigado, exatamente como Coriolano sempre agiu.

Mas, Coriolano quer ressuscitar. Eu, como cristão, acho que ele merece uma chance. Mas, ele já pediu desculpas ao povo pelo que fez? Ele já mostrou que merece essa chance que pede? Eu já votei nele, não voltarei a votar, mas, se ele demonstrar que se envergonha da vergonha que causou, poderá voltar a ser deputado, porque isso ele sabia ser, com competência.

A questão é saber como ele se comportará quando lhe propuserem emendas ao Orçamento da União para ambulâncias, quadras poliesportivas, feiras cobertas ou anel viário.

Herzém Gusmão é uma incógnita. Radialista, ele negocia espaço e credibilidade no rádio. Eleito deputado, ele vai negociar o quê? Espero que ele ache importante esclarecer essa questão. Feito isso, poderá ser um deputado, sim. Ele é incoerente politicamente, mas é inteligente, poderá se dar bem lá.

Mas, na comparação, homem por homem, pessoa por pessoa – o incoerente e mercantilista Herzém e o poço de frieza e sanguessuga Coriolano – acho que dá empate.

Ainda bem que existe Mão Branca.





Histórias com Doutor Carlito, líder que se foi

19 09 2009

Carlito Daltro, aquele viveu!

Ontem, recebi a notícia da morte do ex-prefeito de Jacobina e ex-deputado estadual Carlos Alberto Pires Daltro, conhecido naquela cidade como Dr. Carlito. Sabe-se que uma pessoa, em qualquer parte do mundo, com a idade dele, está mais próxima de falecer que as demais, mais jovens. É da natureza, a chegada do ocaso físico, da falência da saúde do corpo. Mesmo assim, a notícia de uma morte sempre é surpreendente, um impacto. No caso de Dr. Carlito o sentimento é de perda.

Eu o conheci. Carlito foi um desses caras cuja história dá um filme de Hollywood. Há poucos como ele.

Me lembro quando eu era adolescente e ouvia falar dele como um dos caras mais ricos da cidade. Aliás, a família dele era mesmo cheia de posses. Sua avó, Dona Iaiá Pires, era dona de imensas áreas em Jacobina, hoje bairros ou condomínios.

Carlito, o grande médico

Carlito formou-se em Medicina muito jovem, aos 24 anos. E, em pouco tempo era reconhecido como um dos melhores médicos da Bahia. Em seu consultório, na rua senador Pedro Lago, havia um quadro na parede com uma reportagem do jornal A Tarde contando a história da primeira cirurgia de bócio realizada com sucesso no estado, exatamente pelo cirurgião Carlos Daltro.

Todo mundo em Jacobina conhecia Carlito naqueles anos de 1980, quando eu passei a trabalhar com ele. O grande médico, em que todos confiavam.

Em seu consultório eu presenciei procedimentos que nem imaginava que fosse possível serem feitos. E via como as pessoas confiavam no que ele fazia. Dois casos: entrei no consultório por uma porta secundária, que levava à parte de trás, onde ficava a maca, o tubo de oxigênio, etc. Sentado na maca estava um homem com uma barriga muito grande e saindo da barriga uma mangueirinha, dali até um balde colocado no chão, já com muita água. Creio que i problema do homem era barriga d’água.

Outra vez, Carlito estava cauterizando um pênis de um cara. Torrou quase metade. O cara tinha sífilis ou outra coisa, não me lembro. E a cauterização foi feita na presença da mulher do cara. Pelo menos não perdeu tudo. Nem sei se ainda serviria. Mas, que isso eu vi, eu vi. E quem fez foi Doutor Carlito. O paciente estava com uma expressão de conformação e de confiança.

Carlito, o paciente

De ele como paciente, uma vez Doutor Carlito me contou uma história que, desta me lembro inteiramente, porém, não conto porque acho que ele não gostaria que o fizesse, embora fosse muito engraçada. Aliás, vou contar só uma parte. Espero que o meu líder, estimulador e amigo não se aborreça lá no lugar tranquilo onde ele se encontra.

Carlito Daltro estava em Belo Horizonte, onde fazia exames médicos e, se não me engano, onde se submeteria a uma das cirurgias que fez nos olhos. Quando submetia-se a um certo procedimento, simples, muito simples, ocorreu algo que ele não esperava. Diante do inusitado, o médico que o atendia lhe perguntou – segundo ele, rispidamente – porque Carlito não o avisara de que teria um certo problema, que teria causado a reação que o surpreendeu. Doutor Carlito, ali só paciente, respondeu: “Porque eu não sabia, ora!”. Não era nada grave. Carlito contou rindo. Morreu, aos 81, vinte anos depois, sem que o susto do médico tivesse se transformado em problema maior.

Carlito, o culto

O médico, jornalista (sim, por que não?) e político Carlito Daltro era um homem muito culto, leitor da melhor literatura, ouvinte e conhecedor da boa música brasileira e mundial e amante do cinema, tanto é que construiu um em Jacobina. O mais longevo, o saudoso Cine Payayá, nome dado em homenagem aos índios que viviam em Jacobina e que foram dizimados pelos bandeirantes e mineradores.

Carlito era um bon vivant. Não um playboy, porque trabalhava duro – vivia entre o consultório e o hospital. Mas, tinha os melhores carros. Me lembro de um Mustang vermelho, de dar inveja. Isso nos anos 70. Mais tarde, Carlito andava pela cidade em uma novíssima e importada Suzuky de três rodas. Rico, e porque ninguém é de ferro, Carlito tirava férias, claro, quando viajava para o Rio de Janeiro, Salvador, Europa.

Conhecia o mundo. Viajara mais de uma vez à Europa. Foi a primeira pessoa a me falar daquele continente, tendo estado lá. Com aquela voz de barítono e ao mesmo tempo rouca, não falava como se contasse vantagem. Narrava uma situação, um momento vivido, um contato, uma experiência, com a naturalidade de quem soube aproveitar bem.

Tinha dinheiro, fama e charme. Encantava mulheres, as mais bonitas. Por isso, seus adversários o acusavam de ter uma conduta sexual reprovável. Mas, apesar de insistente campanha neste sentido, o epíteto de tarado que lhe tentaram impingir os inimigos não atrapalhou a vitoriosa trajetória de Dr. Carlito.

Carlito, o doido

Alguns também gostavam de lhe chamar de doido. Ele ria (às vezes ficava puto, como seria normal). Um dia, no seu segundo mandato, estive em seu gabinete para discutirmos a possibilidade de eu voltar a Jacobina como seu assessor de imprensa e o encontrei rindo dos xingamentos dos adversários. Disse algo como “dizem que eu sou doido porque gasto com canos e tubos que ficam debaixo do chão, que isso o povo esquece, mas é isso o que eu vou fazer. Sou doido”. Minha péssima memória não recorda muito, mas, há uma vaga lembrança de que o assunto era um projeto de levar água ao distrito de Lages do Batata. Só sei que havia canos e manilhas na conversa. Rimos. Mas, não voltei e não trabalhamos juntos de novo.

Era um tipo de doido mais do bem. Doido por trabalho, doido para fazer as coisas darem certo. Doido para enxergar bem, ter capacidade de continuar vendo o mundo do qual aproveitava o máximo. Doido pela vida e pelos entes queridos.

Carlito, o político (e o jornalista)

Em 1979, o professor Edmundo Isidoro, um dos ícones da educação em Jacobina e um humanista de primeira grandeza, vendeu o seu jornal A Palavra a Carlito Daltro. Eu, que já estivera por um tempo com o professor no jornal, quando ele funcionava na rua da delegacia (não lembro o nome), um dia me apresentei a Carlito e me ofereci para ser redator. Fui aceito. Virei redator-chefe aos meus 18 anos. Com os colegas José Filipe e Adevaldo fazíamos semanalmente um jornal que trazia de tudo, noticiava bem as coisas da cidade, mas, um diferencial em relação aos jornais que eu conhecia, tinha uma coluna, uma página, na verdade, de humor político. Ou de política com humor, ironia das mais agudas.

Era a coluna E o Couro Come… escrita por Carlito, que mandava as páginas escritas à mão para que José Filipe e Adevaldo fizessem a composição tipográfica. Isso aconteceu assim até a chegada de João Lira Cantalice, contratado a peso de ouro em Salvador, para operar a máquina de linotipos que chegara. Um avanço.

Carlito usava toda a sua cultura e sua verve literária, carregada de ironia, para acertar os seus adversários políticos, então adversários políticos de Dr. Fernando, irmão dele, uma espécie de John, numa comparação da família Pires Daltro com os americanos Kennedy. Fernando era, então, deputado estadual.

O principal adversário dos Daltro durante anos foi o deputado Chico Rocha, liderança sertaneja, sempre governista e ligado a Manoel Novaes e Antônio Carlos Magalhães. Com a morte de Chico Rocha nenhum nome se destacou. Mas, Carlito mirava em três, especialmente: Gilberto Miranda, ex-prefeito, deputado, como o irmão Fernando; Flávio Mesquita, prefeito e João Maximiliano, um advogado respeitado, sustentador dos demais, que, à época divida com Doutor Fernando Daltro (o doutor, mais que título, era parte dos nomes) a fama de melhor advogado da região.

Carlito, o político (e jornalista) mordaz

Carlito referia-se a Gilberto Miranda, que era muito magro, como Inspetor Closeau, o engraçadíssimo e desastrado detetive de A Pantera Cor de Rosa, filme de Blake Edwards que teve o monumental Peter Sellers no papel do Inspetor (ou da Pantera, conforme versão em desenho animado) até a morte do ator, em 1979. (Hoje quem faz o personagem é o também excelente Steve Martin).

Ele sempre fazia menções a sucessos de cinema, fazia paródias e ligações entre personagens da vida política de Jacobina com personagens do cinema. Foi a coluna de Carlito que me levou a assistir ao estupendo Scarface (o de 1932, primeiro). Estou fazendo um enorme esforço para lembrar a quem Doutor Carlito se referia como Scarface. Lembro que não era pela semelhança com Paul Muni, o ator que fazia Tony ‘Scarface’ Camonte, mas com o personagem da vida real no qual ele era baseado – Al Capone. Talvez por isso não consiga me lembrar, porque eu não tenho a mesma coragem que tinha Carlito. Não quero falar de gangsters.

Carlito, o que desafiou ACM antes

O político (e jornalista) Carlito Daltro era mesmo destemido. Pouca gente na Bahia teve com ACM o enfrentamento que ele teve. E batia muito no jornal A Palavra, que, de Jacobina, incomodava o capo lá na capital.

Carlito escreveu várias páginas de jornal com a história de ACM. E escreveu baseado na vivência, na contemporaneidade e na vizinhança. Foi em E o Couro Come… que li, primeira vez, que ACM, quando garoto, gostava de ficar perambulando e fazendo maldades no Campo da Pólvora. Coisa que ele, ACM, prosseguiu fazendo a vida toda, para além do Campo da Pólvora. Lembro que Carlito contou que ACM ficava escondido atirando de badogue (que é como os jacobinenses chamam o estilingue) nas pessoas, inclusive em mulheres grávidas, que se assustavam e passavam mal enquanto o futuro imperador da Bahia apenas ria, sádico.

As peripécias de ACM contadas por Carlito nas páginas do A Palavra, em E o Couro Come… ninguém havia publicado antes e só muito depois outros jornalistas fizeram algo parecido. Carlito mostrou o professor que não lecionava (só ensinava maldade), o médico que nunca medicara, o acadêmico que jamais havia escrito e o polêmico que dissimulava a sua maldade em frases de efeito que enganaram a Bahia por décadas.

Carlito enquadrou ACM no seu jornal e, quando prefeito e deputado, o enfrentou sem medo. Quando precisou respeitar o governador o fez, mas nunca se curvou ao chicote de ACM. Qualquer um que ainda possa ter acesso a E O Couro Come… vai poder saber mais sobre dois homens importantes da política baiana: do ACM que Carlito conheceu e nos apresentou com coragem, em um tempo que poucos ousavam desafiar o todo-poderoso, e do próprio Carlito, que a nova geração não conheceu e que está lá exposto em textos quase literários.

Carlito, o democrata

Me acho um bom jornalista, escrevo razoavelmente bem e sei que devo isso ao apoio de algumas pessoas, não necessariamente na ordem (de importância ou cronológica) que se segue, a exceção do meu pai, o primeiro de todos: meu pai, José Ferreira da Silva, um pedreiro dos melhores, que estudou no curso de Madureza Ginasial, mas adorava ler e me passou este gosto fundamental à minha formação; ao saudoso Rigoberto Lopes, que me dava força e até a máquina de datilografar verde da marca Olympia; o meu querido professor de Educação Física, Astor Rocha de Miranda, que me falava do orgulho em me ver trilhando o caminho que escolhi (ele dizia: “vá em frente Giorlando, você é bom e consegue. Veja Sebastião Nery, onde ele chegou”); os irmãos Maeber (grande Maeber!) e Marivaldo Teixeira, que um dia me chamaram de grande jornalista e me entregaram o Correio da Serra para eu editar (houve um momento em que editei os dois jornais antagônicos da cidade ao mesmo tempo – A Palavra e o Correio, fiz isso por três semanas e voltei ao A Palavra*.); o professor Edmundo, grande mestre, que me levou ao A Palavra, em 1978, aos 16 anos; ao jornalista Wilson Barbosa, que apostou em mim em A Tarde, me ensinou, me apoiou e me fez ver, definitivamente, que eu podia…

E, claro, Carlito. Ele me confiou o jornal dele e não colocava qualquer restrição. Tínhamos em A Palavra toda a liberdade. Eu poderia escrever de tudo e publicar tudo o que chegava. Cheguei a publicar uma coluna em que um médico respondia a perguntas dos leitores. Eu mesmo respondendo a mim mesmo. O nome do médico, inspirado no humor das revistinhas Disney? Edson Risal. Carlito me perguntou quem era esse médico. Eu não disse e interrompi a coluna depois de duas publicações. Era uma irresponsabilidade. Mas, eu tinha 18 anos.

(Uma das questões respondidas era sobre constipação intestinal, prisão de ventre. Como não havia Google, eu tirei as respostas da bula de um medicamento chamada Cofalax, um medicamente que nem existe mais, se não me engano. Hoje, eu seria processado.)

Carlito, a figura ímpar

Uma figura, Carlito. Um dia chego ao cinema dele à noite, para conversar sobre o jornal e ele estava tomando um sorvete – e que sorvete o do Cine Payayá! Me disse que estava gripado. A um Giorlando espantado ele explicou que o gelo ajudava a reduzir os sintomas do resfriado, pelo menos a congestão nasal. (Anos mais tarde, outro grande amigo meu, também excelente médico, Clodoaldo Cadete, de Conquista, me deu uma explicação sobre a sensação de bem-estar que o gelo da cerveja ou uma bola de sorvete causa quando estamos com o nariz entupido, resfriado. Mas, como me é comum, não lembro o que ele disse).

Jacobina teve bons administradores. Teve péssimos, também. E alguns muitos bons, como o próprio Fernando Daltro, Dr. Flori (valdo Barberino), Dr. Orlando Oliveira Pires, dizem que Leopoldo também, mas, Carlito, com toda certeza, foi excelente. Não houve nenhum tão bom antes dele e nem depois.

Um cara com defeitos, que cometeu erros, com toda certeza. Alguns erros que só ele sabe que cometeu e levou consigo em segredo em sua morte. Alguns que muitos conhecem e condenam. Falhas humanas, de comportamento social, de postura política, de decisão administrativa, certamente ocorreram.

Doutor Carlito, apenas um homem, um grande homem

Era apenas um homem o doutor Carlos Alberto Pires Daltro. Mas, um grande homem, que soube construir uma história e contribuir com a História.

A nossa outrora muito importante Jacobina passou por momentos combalida, perdeu status, recursos, importância e fama, que, aos poucos readquire. Nos mandatos de Carlito o município ganhou obras estruturantes, teve recursos investidos em programas que valeriam para o futuro e ainda melhorou em muitos aspectos físicos e visíveis. O que Carlito mudou na estrutura de Jacobina, mudou para melhor.

Os filhos da cidade agradecem e neste agradecimento o homenageiam, Carlito Daltro.

Giorlando Lima





Os blogs paralisados

11 09 2009

São 22:36, a novela Caminhos das Índias, da Globo, está em seus últimos minutos. Dei uma “volta” pelas mais de três dezenas de blogs que costumo visitar neste horário – SP, BA, PA, etc. Todos sem atualização há muito tempo. Coincidência, claro.





Aécio, cidadão baiano????????

3 09 2009

Tenho que postar.

O que não inventam para incensar um político e tentar alavancar uma pré-candidatura a presidente, ein? Aécio Neves recebeu o título de Cidadão Baiano. Oxe. Pelo quê? Em homenagem póstuma e retroativa a Tancredo Neves?

Já deram o título de cidadã de Dilma? Se sim, mais ou menos ótimo. Se não, ruim. Ela, pelo menos, na condição de ministra, tem alguma ação relevante pelo estado. E Aécio? Talvez seja mera ignorância minha. Pode ser que como governador de Minas ele tenha feito alguma coisa na Bahia.

Ok, devo me submeter à minha insignificância e não contestar o que fazem suas excelências que mandam no parlamento, mas, é ridículo isso.

Eu tinha que postar.





Uma atualização compulsória

22 08 2009

Estou quase de volta a Salvador. É provável que em setembro eu já esteja lá. Não que a minha missão no Pará tenha chegado ao fim, mas, agora, quero ir para casa. Ver o mar azul da minha janela. Ouvir música baiana. Bater papo com os amigos no boteco da minha rua. Fotografar a cidade para meu blog minhasalvador.wordpress.com/. Comer muqueca, abará e acarajé. Dançar na concha, nadar no Porto da Barra. Bater perna e papear em um dos cafés do Shopping Salvador. Ver filme no Espaço Unibanco. Tomar vinho na Casa dos Vinhos. Comprar pão na Perini. Tomar sopa na Casa da Sopa, de Ondina. Comer quibe no Califa ou petiscar no Tokai (tudo no Shopping Barra). Almoçar no Bacalhau do Martelo ou no Mundo do Bacalhau e jantar na Casa Lisboa, no Maria Mata Mouro ou no Restaurante Suisso (já foi? É onde funcionava a Tortilheria Galícia, no Porto da Barra). Levar minha filha para a dança no Espanhol, buscar minha amada na avenida Sete… Ainda bem que nunca me deram trabalho na África. Adoro minha casa.

Volto com a consciência do dever cumprido aqui. Não que eu tenha feito tudo o que me pediram para fazer, mas fiz quase tudo o que podia ou que me autorizaram. A política, sabe-se, é um Hidra (ou mesmo uma Cérbero) de vontades, uma babel. Não é à-tôa que os envolvidos muito frequentemente falam em afinar discursos, unificar a linguagem. Assim, muito poucos conseguem executar tudo aquilo que crêem ser importante fazer ou mesmo o que lhe pedem. Mercadante que o diga. Mas, posso dizer que fiz muito aqui. Principalmente, fiz amigos. Quando eu retornar para cá, termino o trabalho.

Mas, me alivia voltar depois do fim daquela tragicomédia envolvendo o PT e o PMDB; o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima. Era tudo muito fake! Ufa, agora cada qual está com seu cada qual. (Pena que meu amigo Geraldo Simões tenha perdido um discurso. Rs). Agora, parece ser a hora dos desabafos, das confissões e, claro, das articulações para (tentar) enfraquecer um ao outro. Na base do “eu não aguentava mais”. Eu estou do lado de Wagner, como estive antes e antes. E espero que ele esqueça Geddel e o PMDB. Já pediu o Neruda que ele tomou e nunca leu? Então, menos alarde na hora de bater o portão. É uma sugestão, nunca um conselho.





O Pará me apresentou dois homens singulares e eu os perdi

13 07 2009

Em 2006, quando fazia a campanha de Ana Júlia, conheci uma figura irrequieta, espirituosa, bem formada, bem humorada e excelente companhia. Calculei o quanto aprenderia naquele futuro que a nossa amizade iniciante projetava.
Aquela figura gordinha, falante e flagrantemente ansiosa ganhou a nós todos, vindos de longe, com sua simpatia e enorme inteligência. Me fiz presente em um ou outro comentário em seu blog e recebi dele, sempre, de volta, a boa resposta dos amigos, me dizendo “venha sempre”.
Um dia, eu soube, Lauande foi morto.  Por um marginalizado desses por quem ele, com seu trabalho e sua visão de mundo, sempre trabalhou para melhorar a vida. Porque Lauande fez muito para melhorar o mundo.
Havia um outro blogueiro, que eu sempre quis imitar. De quem eu sempre ouvi falar bem, pelo bem que se fala de alguém, de fato, do bem. Sabia do Pará por suas notas conscientes e bem escritas, nunca neutras, nunca falsamente imparciais, sempre muito honestas.
Esses elogios feitos após o passamento de alguém podem soar apenas cortesia ao morto, mas, nos dois casos a quem me refiro, faço-o por convicção e porque, em vida, disse a eles a mesma coisa.
Juvêncio eu vi uma única vez. Saímos, ele, Paulo Heineck e eu, numa segunda-feira como hoje, no dia 8 de junho, para jantar no restaurante do Orly. Ele sugeriu. “Uma casa bonita e de boa comida”. Fechada. Sem atentarmos para o dia que era, fomos ao restaurante da Dalva. Fechado. Acabamos na Cantina Italiana. No caminho e lá, uma conversa de cerca de três horas em que nos conhecemos bem, até.
Juvêncio me disse que estava indo para a Bahia. Sua esposa iria trabalhar na Universidade Federal do Recôncavo, em Cachoeira, cidade histórica onde se deu a última refrega da independência do Brasil, e seu filho faria vestibular para a UFBA. Pediu-me ajuda para encontrar um apartamento na Graça, bairro pelo qual se engraçara. Falamos de Albino Rubin, Caetano, carnaval, política, filosofia, de música, comida, de Pará e de Bahia.
Ele nos falou, a mim e a Paulo Heineck que iria fazer uns exames no dia seguinte ou que esperava resultados de alguns exames que fizera, agora não sei ao certo. Mas, não bebeu, disse que comeria pouco e nos disse que não era um problema de saúde qualquer. Mas, não falou que seria câncer. Talvez, não soubesse.
Quando a sua coluna deixou de ser atualizada, comentei com PH que achava estranho. Achamos que poderia ser por problemas de saúde. Cheguei a achar que ele estava em Salvador e, por muito amar esta terra, não disse a todos que iria. Veio a nota do “boot” do computador. Nenhum computador, por pior que seja, fica na oficina tanto tempo. E nem Juvêncio precisaria “do” computador para atualizar seu site. Todos sabemos que pode-se atualizar um blog ou site de qualquer computador.
Ligamos para ele. Ele disse que estava doente e que repousava. Disse que era sério. Grave. Porém, não se falou em câncer, então.
Li no “Espaço Aberto” a confirmação do câncer. Liguei para ele. Da primeira vez, ele não pôde atender e falei com seu filho. Perguntei sobre a mudança para Salvador e Lucas me respondeu que o projeto estava adiado por causa da doença do pai. Mas, falou que Juvêncio estava bem humorado – e ele mesmo passava muita esperança no tom de voz.
Dia seguinte, era quinta-feira, voltei a ligar. Juvêncio atendeu. Falamos por uns 10 minutos. De política, de trabalho, de blogs (do dele e do meu), de amizade e solidariedade. Ele respirava com alguma dificuldade, talvez estivesse cansado, e falava pausado. Me falou da extensão do câncer que o acometia e do que ele mesmo esperava: “a qualquer momento um vento pode me levar”. Talvez a frase não tenha sido essa, mas, tinha vento e levar – e dor. Eu respondi que o vento ia passar e que eu levaria na casa dele, esta semana, uma garrafa de um bom vinho para tomarmos daqui a um ano. Ele gargalhou.
Dia seguinte ele foi levado ao hospital. Hoje, 13, o vento o levou para o céu.
Eu sei onde estão as garrafas. Há muitas delas. Vou escolher uma e guardar. Quero me lembrar de, daqui a um ano, beber o vinho em homenagem a Juvêncio. Em homenagem ao amigo de um encontro só, mas, de muita força.
Ainda bem que eu o vi vivo.





Aos leitores do blog

8 06 2009

Este blog teve um início tímido em 20 de abril e me surpreendia positivamente um mês depois alcançando centenas de visitas – de amigos e amigos de amigos, eu sei. Junto com o aumento das visitas, aumentou a responsabilidade de atualização. E a dificuldade. Porque eu pretendia fazer um blog diferente, que trouxesse notícias da política, também, mas, com uma abordagem pessoal, comentada; não a reprodução das matérias de jornais ou de outros blogs, como ocorre com os sites mais conhecidos do estado. Não me interessava publicar o mesmo que todo mundo apenas para justificar as atualizações. Isso exige tempo, disponibilidade, contatos… Porém, o blog não é comercial e eu tenho que trabalhar para sobreviver. Assim é que precisei viajar a Belém (PA) e suspender, temporariamente as postagens, por isso:

Desculpem-me os leitores.

Vejo nas estatísticas que o número de visitas despencou e o meu sentimento, agora, equivale àquele de quando os gráficos apontavam para cima: responsabilidade, com a atualização e com a qualidade. Espero que os amigos que me honram com sua leitura não desistam do blog definitivamente.

Estarei de volta a Salvador, amanhã à tarde. Na quarta-feira, pretendo reassumir o blog, com notícias, comentários e, pelo menos, uma entrevista exclusiva com personagem importante da política baiana.

Até lá.

Ah, isto vale para os outros dois blogs: http://minhasalvador.wordpress.com/ e http://notasdeconquista.wordpress.com/

Obrigado.





Atualização da agenda política

3 06 2009

De Belém, onde ainda se lamenta a perda da Copa 2014, isto é, onde a população ainda lastima que a capital paraense não tenha sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo 2014, faço a atualização da agenda da política baiana, para os leitores do blog.

A esta altura, quarta-feira, os principais atores da cena política fizeram algum movimento para ganhar espaço na mídia e “deixar claro” para a sociedade, o eleitor, enfim, qual o caminho a seguir. Até um conselheiro do TCE apareceu para colocar o governador Jaques Wagner na berlinda. Uma tentativa comemorada pela fraca oposição. Vamos ver:

COPA 2014 – A bola já está rolando. Os comitês organizadores e grupos de trabalho para a preparação da Copa 2014 “correm atrás” para viabilizar os recursos necessários à realização do evento nas 12 cidades brasileiras escolhidas como sedes. Em Salvador, aspectos “periféricos” começam a incomodar. Com o fim da Vila Olímpica da Fonte Nova, que vai desaparecer com a obra do novo estádio, onde milhares de criancas e jovens que fazem uso daquela estrutura, poderão continuar a prática de natação, basquete, futsal, ginástica, etc? E os moradores das áreas que deverão ser desapropriadas para onde serão mandados? As respostas não devem demorar.

PAULO SOUTO NO PSDB – É cada dia mais provável a ida do ex-governador Paulo Souto para o PSDB. Souto acredita que sua decisão ajuda os partidos de oposição ao governo Wagner e ao PT. E não crê que haja reação contrária do DEM, partido do qual ele é hoje presidente na Bahia. Para o ex-governador, o DEM e o PSDB estarão juntos no projeto nacional e não faria sentido acontecer o contrário na Bahia. Candidato do PSDB Paulo Souto ficaria mais perto ainda da candidatura de Serra e eliminaria a possibilidade de um segundo palanque do provável candidato do PSDB a presidente da República. Um dos principais nomes do DEM na Bahia e no Brasil, o deputado federal José Carlos Aleluia já deixou claro que Paulo Souto é o candidato dele (e da maior parte do DEM) independente de que partido esteja.

PMDB vs PT – Essa “briga” está em banho-maria. Houve uma espécie de armistício. Cada um tem sua própria agenda e problemas para resolver. Geddel está na Estrada. Inspeciona obras, faz visitas ao interior, conversa com politicos e faz a parte dele. O problema do PT agora atende pelo nome de Pedro Lino, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que, na condição de relator, rejeitou as contas do governo Wagner, um fato (e um feito) nunca registrado na Bahia.

OTTO ALLENCAR SUBMERGE E ESPERA –  Depois de ter sair de uma prolongada submersão, o ex-governador e ex-carlista Otto Alencar foi notícia imprensa durante cerca de dez dias, numa ação calculada por alguns setores governistas interessados em  criar uma alternativa ao nome de Geddel para senador em composição com PT. Recado dado, Otto voltou a submergir. Do Tribunal de Contas do Município, onde é conselheiro, assiste de camarote aos movimentos dos novos aliados e dos prováveis adversários, quando voltar pode ser que volte mais forte, para isso, está a precisar de um partido que o abrigue na condição de neo-governista. Wagner ainda não achou o partido certo.

PDT MAIS LONGE DE WAGNER – Lula foi avisado que o PDT – que hoje faz parte sua base de apoio – pode apoiar José Serra na eleição do ano que vem. Como a política brasileira é de muitas facetas e possibilidades mil, tudo pode não passar de especulação, balão de ensaio, lance de leilão, ameaça, chantagem, susto… Porém, em sendo verdade, os planos do governador Wagner de ter o PDT a seu lado podem estar indo pelo ralo. E o conselheiro Otto Alencar e os deputados que hoje estão em partidos de oposição (ou indefinição) ao governo e já estiveram muito perto do PDT devem começar considerar outras legendas. O PDT fica mais longe.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – Uma notícia relevante. O deputado Gildásio Penedo (DEM) quer mudar a Constituição da Bahia para permitir aos deputados estaduais criar despesas. Sente-se limitado. A proposta de Penedo, uma das pedrinhas no sapato do governo Wagner, não é nova, foi apresentada em outubro de 2007, mas, deve render muito trabalho para os governistas, que, aliás, andam meio lerdos. Dia após dia, a oposição derruba as sessões da Assembléia porque os deputados da base aparecem no local de trabalho em menor número. Acredita-se que, por serem muitos, os deputados da base de apoio ao governador Wagner erram ao calcular, individualmente, mais ou menos assim: “Eu não preciso ir porque já tem deputado demais lá”. E a “cobra criada” Heraldo Rocha  (DEM) mais os jovens deputados que fustigam Wagner, aproveitam a oportunidade e, depois baterem muito da tribuna, derrubam a sessão pedindo conferência de quórum, deixando as críticas sem defesa.





Paulo Souto não nega namoro com PSDB

2 06 2009

O ex-governador Paulo Souto foi a primeira das autoridades a deixar a mesa no encontro do PR em razão de compromissos pessoais. Na saída, conversou com o Notas da Bahia. Falando com tranquilidade, o presidente do DEM na Bahia não negou que tenha conversado (ou venha conversando) com o PSDB e nem que está disposto a mudar de partido. Mas, disse que está buscando o melhor caminho para que as oposições vençam a eleições do ano que vem.

Para quem não se lembra, a paquera do PSDB com Paulo Souto vem de longa data. Quando Fernando Henrique Cardoso era presidente da República cortejou o atual presidente do DEM da Bahia, estimulando uma candidatura dele a governador contra o PFL e contra ACM. Com a morte de ACM e a derrota em 2006 para o PT o PSDB voltou a investir para ter Paulo Souto em seus quadros.

Sobre as reações contrárias no DEM, conforme foi publicado no site Política Livre, no domingo, Souto disse que não tomou conhecimento de nenhuma reação. O Política Livre atribuiu a uma fonte importante, mas, anônima do DEM, informação de que havia uma forte contrariedade dos democratas com a movimentação do ex-governador, chegando a dizer que o partido deixaria de considerar a candidatura de Paulo Souto como prioritária. O apoio a uma eventual candidatura do ministro Geddel Vieira Lima estaria à frente da do ex-governador.

De acordo com o presidente do DEM na Bahia não se justificaria qualquer reação ou manifestação de contrariedade, pois DEM e PSDB “têm objetivos e projetos comuns em nível nacional e não tem porque não se entenderem também na Bahia”.  Para que isso aconteça ele parece estar disposto a fazer todo esforço e até a mudar de partido. Paulo Souto demonstra ter convicção de que o caminho mais fácil para retomar o governo, em 2010, passa por uma ponte PSDB-DEM, ele à frente. Pelo menos isso ele não negou.





Dai a César o que é de Cesar. Encontro do PR serviu para incensar o senador

2 06 2009

O encontro do PR, realizado na tarde da segunda-feira (01/06) na União dos Prefeitos da Bahia, não foi um evento tão grandioso se comparado com os números que o PMDB vem divulgando de suas reuniões regionais. Cerca de 500 pessoas estiveram presentes, incluindo vereadores, vice-prefeitos, prefeitos e deputados. Os convidados ilustres que vieram de Brasília foram o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e os senadores Magno Malta (ES), João Ribeiro (TO) e Expedito Júnior (RO). Da Bahia, destaque na mesa para o ex-governador Paulo Souto, o prefeito de Salvador, João Henrique, e o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima.

Os discursos não tiveram a timbre de oposição e lançamento de candidatura ao governo do Estado, como chegou a ser previsto. Além de elogios a Lula, aos presentes à mesa e o ministro Geddel Vieira Lima, ausente mais representado, as falas enalteceram a figura de Cesar Borges, presidente do PR na Bahia.

Apesar do cuidado das demais lideranças em seus discursos, numa demonstração de que compreendem que o processo está no começo e tudo pode acontecer ainda, o deputado estadual Elmar Nascimento (aquele mesmo que prometeu detonar uma bomba contra o governo Wagner e sequer apresentou um traque) chamou o partido para uma aliança em 2010 com o PMDB e o DEM, algo possível somente se DEM e PMDB estiverem juntos. Lembrando Garrinha, Elmar esqueceu de combinar com os russos.

Como se fosse uma resposta a Elmar Nascimento, o presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, disse que não é a hora de tratar da sucessão do governador Jaques Wagner, mas de conversas internas. Para Lúcio, quando o ano da eleição chegar as conversas começarão. Ao Notas da Bahia Lúcio disse em primeira mão, logo após o encontro de Jacobina, que o PMDB só terá posição sobre 2010 ao fim dos encontros regionais, em setembro.

Já o senador César Borges afirmou que o PR não quer ser coadjuvante nem na política nacional, nem na política da Bahia, mas protagonista, com presença nas chapas majoritárias. A presença dele é dada mais do que certa. Pelo que se ouviu no encontro, na condição de candidato ao Senado. Sobre a sucessão do governador Wagner, fora Elmar, ninguém avançou muito. Além dele, o líder do PR na Assembléia Legislativa, Pedro Alcântara, não deixou dúvida: ele segue Wagner. Uma mostra de que o PR é um partido que pratica a democracia interna. O presidente da legenda, César Borges, é adversário de carteirinha do governador.

FOTOS DO EVENTO FEITAS COM A MÁQUINA AMADORA DO BLOG:

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