Do UOL Notícias – (Editado pelo Blog em 09/05 às 04:47)

Em entrevista coletiva ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou que o Brasil já contabiliza seis casos de Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. De nove exames realizados, sete foram descartados e foram confirmados mais dois casos de pessoas que contraíram o vírus. Um deles contraiu a doença no Brasil.
Um dos casos é de Santa Catarina, o de uma criança de sete anos que já teve alta do hospital. O outro caso é de um homem que teve contato com o paciente já confirmado como infectado pela gripe ontem, no Rio de Janeiro, ou seja, é o primeiro caso de transmissão do vírus dentro do país. Eles são os únicos internados no momento, ambos no Hospital do Fundão.
“Nossa estratégia para conter o vírus segue de maneira ágil e eficaz”, disse o ministro no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Centro do Rio. Temporão afirma que o governo vem tomando todas as medidas necessárias para conter a doença. “Nada muda. Todos os países estão fazendo do mesmo jeito, seguimos os protocolos internacionais.”
O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortêz, também afirmou que a estratégia no Estado não muda. “Continuamos com a central de monitoramento e trabalhando junto com o ministério”, afirmou.

Mais dois casos
Ontem, o ministro havia confirmado quatro casos de pacientes que contraíram a doença no exterior, os quarto são adultos e três deles já curados. São duas pessoas de São Paulo, uma de Minas Gerais e uma do Rio de Janeiro.
No balanço desta sexta (8), o Ministério da Saúde informou que eram 30 os casos suspeitos no país. Além disso, 18 casos estavam em monitoramento em sete Estados. No total, 113 foram descartados, ou seja, pessoas que apresentaram sintomas, mas não estavam doentes. Segundo o último balanço, eram 24 casos.

Operação contra a gripe

O Ministério da Saúde confirmou também nesta sexta que o Brasil dispõe de cerca de 50 hospitais de referência para atender eventuais novos casos de gripe suína. Há ainda medicamentos prontos para tratar 12,5 mil pessoas e 9 milhões de doses em pó para futura fabricação.