A Bahia contabilizou 3.917 novos empregos com carteira assinada em abril. Este é o saldo entre os 50.752 admitidos e os 46.835 desligados no mês, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/ MTE).
Segundo avaliação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), o crescimento foi de 0,29%, acima da taxa do conjunto da região Nordeste (-0,52%) e bem próxima a taxa geral do Brasil (0,33%). A Bahia teve o maior saldo de empregos formais do Nordeste, seguido do Ceará (3.230) e do Piauí (276).

Em oitava posição no ranking dos estados brasileiros que mais empregaram em abril, a Bahia ficou abaixo de São Paulo (72.022), Minas Gerais (15.602), Goiás (14.602), Paraná (7.937), Rio de Janeiro (6.692) e Espírito Santo (4.749) e do Distrito Federal (4.980).

“Abril é o terceiro mês consecutivo em 2009 em crescimento do emprego no estado, mostrando uma tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho, com destaque para os setores da construção civil e de serviços. Entretanto, os efeitos negativos da crise financeira continuam presentes em alguns setores de atividade, com a conseqüente redução dos níveis de emprego nesses segmentos”, avalia Geraldo Reis, diretor-geral da SEI.

A construção civil foi o setor de atividade que mais gerou empregos na Bahia em abril (2.565), sendo seguido do setor de serviços (1.485 vagas), comércio (490), administração pública (90) e indústria extrativa mineral (03 postos). Por outro lado, a indústria de transformação e os serviços industriais de utilidade pública tiveram os resultados mais negativos, com -381 e -225 postos, respectivamente. A agropecuária demitiu 110 trabalhadores. (Ass. de Imprensa/SEI)