Há muito tempo não se vê isso na Bahia. Se é que já ocorreu. Um único personagem pautar a movimentação política no estado, fazendo com que todas as agremiações se posicionem a depender do que diz (ou não diz) ou faz esse personagem, que atende pelo nome de Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional e figura mais destacada do PMDB da Bahia. A sua presença e potencial na política baiana, tendo em vista o ano eleitoral de 2010 faz com que surjam, como diria o próprio Geddel, muitos tititis e trololós com o nome dele.
Nos últimos dias o ministro, que é deputado federal licenciado, teve seu nome em especulativas chapas majoritárias nas três condições possíveis: vice-governador, senador e governador. Entre as especulações a de que o PT, leia-se o governador Jaques Wagner, teria aceitado ceder as duas vagas de senador ao PMDB, leia-se Geddel, para ter uma chapa forte e acabar com os “tititis e trololós”. Wagner não desmentiu. Nem Jonas, Nem Ruy Costa, o secretário de Ralações Institucionais, a quem muitos atribuem o papel de “porta-voz oficial do pensamento político do governador”.
Geddel falou. E negou. E, ato contínuo, foi fazer política no interior. Neste sábado, ele o irmão Lúcio Vieira Lima, cada diz menos falante e mais operoso, estão em Jacobina, no terceiro encontro regional do PMDB. Daqui a pouco começam a aparecer as “novidades” do encontro. Criticas a setores do governo Wagner, a posição do partido em ter candidato próprio a governador e a fala cuidadosa de Geddel na mesma linha do chove e não molha – “sou um soldado do partido, irei para onde vocês me mandarem”.
Mas, o ministro da Integração Nacional sabe que isso o que ele diz é trololó puro. Ele vai para onde Wagner sinalizar. E, podem apostar, eles vão juntos.