O encontro do PR, realizado na tarde da segunda-feira (01/06) na União dos Prefeitos da Bahia, não foi um evento tão grandioso se comparado com os números que o PMDB vem divulgando de suas reuniões regionais. Cerca de 500 pessoas estiveram presentes, incluindo vereadores, vice-prefeitos, prefeitos e deputados. Os convidados ilustres que vieram de Brasília foram o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e os senadores Magno Malta (ES), João Ribeiro (TO) e Expedito Júnior (RO). Da Bahia, destaque na mesa para o ex-governador Paulo Souto, o prefeito de Salvador, João Henrique, e o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima.
Os discursos não tiveram a timbre de oposição e lançamento de candidatura ao governo do Estado, como chegou a ser previsto. Além de elogios a Lula, aos presentes à mesa e o ministro Geddel Vieira Lima, ausente mais representado, as falas enalteceram a figura de Cesar Borges, presidente do PR na Bahia.
Apesar do cuidado das demais lideranças em seus discursos, numa demonstração de que compreendem que o processo está no começo e tudo pode acontecer ainda, o deputado estadual Elmar Nascimento (aquele mesmo que prometeu detonar uma bomba contra o governo Wagner e sequer apresentou um traque) chamou o partido para uma aliança em 2010 com o PMDB e o DEM, algo possível somente se DEM e PMDB estiverem juntos. Lembrando Garrinha, Elmar esqueceu de combinar com os russos.
Como se fosse uma resposta a Elmar Nascimento, o presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, disse que não é a hora de tratar da sucessão do governador Jaques Wagner, mas de conversas internas. Para Lúcio, quando o ano da eleição chegar as conversas começarão. Ao Notas da Bahia Lúcio disse em primeira mão, logo após o encontro de Jacobina, que o PMDB só terá posição sobre 2010 ao fim dos encontros regionais, em setembro.
Já o senador César Borges afirmou que o PR não quer ser coadjuvante nem na política nacional, nem na política da Bahia, mas protagonista, com presença nas chapas majoritárias. A presença dele é dada mais do que certa. Pelo que se ouviu no encontro, na condição de candidato ao Senado. Sobre a sucessão do governador Wagner, fora Elmar, ninguém avançou muito. Além dele, o líder do PR na Assembléia Legislativa, Pedro Alcântara, não deixou dúvida: ele segue Wagner. Uma mostra de que o PR é um partido que pratica a democracia interna. O presidente da legenda, César Borges, é adversário de carteirinha do governador.
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