De Belém, onde ainda se lamenta a perda da Copa 2014, isto é, onde a população ainda lastima que a capital paraense não tenha sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo 2014, faço a atualização da agenda da política baiana, para os leitores do blog.
A esta altura, quarta-feira, os principais atores da cena política fizeram algum movimento para ganhar espaço na mídia e “deixar claro” para a sociedade, o eleitor, enfim, qual o caminho a seguir. Até um conselheiro do TCE apareceu para colocar o governador Jaques Wagner na berlinda. Uma tentativa comemorada pela fraca oposição. Vamos ver:
COPA 2014 – A bola já está rolando. Os comitês organizadores e grupos de trabalho para a preparação da Copa 2014 “correm atrás” para viabilizar os recursos necessários à realização do evento nas 12 cidades brasileiras escolhidas como sedes. Em Salvador, aspectos “periféricos” começam a incomodar. Com o fim da Vila Olímpica da Fonte Nova, que vai desaparecer com a obra do novo estádio, onde milhares de criancas e jovens que fazem uso daquela estrutura, poderão continuar a prática de natação, basquete, futsal, ginástica, etc? E os moradores das áreas que deverão ser desapropriadas para onde serão mandados? As respostas não devem demorar.
PAULO SOUTO NO PSDB – É cada dia mais provável a ida do ex-governador Paulo Souto para o PSDB. Souto acredita que sua decisão ajuda os partidos de oposição ao governo Wagner e ao PT. E não crê que haja reação contrária do DEM, partido do qual ele é hoje presidente na Bahia. Para o ex-governador, o DEM e o PSDB estarão juntos no projeto nacional e não faria sentido acontecer o contrário na Bahia. Candidato do PSDB Paulo Souto ficaria mais perto ainda da candidatura de Serra e eliminaria a possibilidade de um segundo palanque do provável candidato do PSDB a presidente da República. Um dos principais nomes do DEM na Bahia e no Brasil, o deputado federal José Carlos Aleluia já deixou claro que Paulo Souto é o candidato dele (e da maior parte do DEM) independente de que partido esteja.
PMDB vs PT – Essa “briga” está em banho-maria. Houve uma espécie de armistício. Cada um tem sua própria agenda e problemas para resolver. Geddel está na Estrada. Inspeciona obras, faz visitas ao interior, conversa com politicos e faz a parte dele. O problema do PT agora atende pelo nome de Pedro Lino, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que, na condição de relator, rejeitou as contas do governo Wagner, um fato (e um feito) nunca registrado na Bahia.
OTTO ALLENCAR SUBMERGE E ESPERA – Depois de ter sair de uma prolongada submersão, o ex-governador e ex-carlista Otto Alencar foi notícia imprensa durante cerca de dez dias, numa ação calculada por alguns setores governistas interessados em criar uma alternativa ao nome de Geddel para senador em composição com PT. Recado dado, Otto voltou a submergir. Do Tribunal de Contas do Município, onde é conselheiro, assiste de camarote aos movimentos dos novos aliados e dos prováveis adversários, quando voltar pode ser que volte mais forte, para isso, está a precisar de um partido que o abrigue na condição de neo-governista. Wagner ainda não achou o partido certo.
PDT MAIS LONGE DE WAGNER – Lula foi avisado que o PDT – que hoje faz parte sua base de apoio – pode apoiar José Serra na eleição do ano que vem. Como a política brasileira é de muitas facetas e possibilidades mil, tudo pode não passar de especulação, balão de ensaio, lance de leilão, ameaça, chantagem, susto… Porém, em sendo verdade, os planos do governador Wagner de ter o PDT a seu lado podem estar indo pelo ralo. E o conselheiro Otto Alencar e os deputados que hoje estão em partidos de oposição (ou indefinição) ao governo e já estiveram muito perto do PDT devem começar considerar outras legendas. O PDT fica mais longe.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – Uma notícia relevante. O deputado Gildásio Penedo (DEM) quer mudar a Constituição da Bahia para permitir aos deputados estaduais criar despesas. Sente-se limitado. A proposta de Penedo, uma das pedrinhas no sapato do governo Wagner, não é nova, foi apresentada em outubro de 2007, mas, deve render muito trabalho para os governistas, que, aliás, andam meio lerdos. Dia após dia, a oposição derruba as sessões da Assembléia porque os deputados da base aparecem no local de trabalho em menor número. Acredita-se que, por serem muitos, os deputados da base de apoio ao governador Wagner erram ao calcular, individualmente, mais ou menos assim: “Eu não preciso ir porque já tem deputado demais lá”. E a “cobra criada” Heraldo Rocha (DEM) mais os jovens deputados que fustigam Wagner, aproveitam a oportunidade e, depois baterem muito da tribuna, derrubam a sessão pedindo conferência de quórum, deixando as críticas sem defesa.
Caro Giorlando,
espero que retomes mesmo a regularidade na alimentação do blog. E que nosso contato fique mais frequente. Preciso acompanhar, ainda que minimamamente, as notícias da terrinha, para onde espero retornar o mais rapidamente possível. Se pintar alguma oportunidade me avise.
Grande abraço,
Pedro