Estou quase de volta a Salvador. É provável que em setembro eu já esteja lá. Não que a minha missão no Pará tenha chegado ao fim, mas, agora, quero ir para casa. Ver o mar azul da minha janela. Ouvir música baiana. Bater papo com os amigos no boteco da minha rua. Fotografar a cidade para meu blog minhasalvador.wordpress.com/. Comer muqueca, abará e acarajé. Dançar na concha, nadar no Porto da Barra. Bater perna e papear em um dos cafés do Shopping Salvador. Ver filme no Espaço Unibanco. Tomar vinho na Casa dos Vinhos. Comprar pão na Perini. Tomar sopa na Casa da Sopa, de Ondina. Comer quibe no Califa ou petiscar no Tokai (tudo no Shopping Barra). Almoçar no Bacalhau do Martelo ou no Mundo do Bacalhau e jantar na Casa Lisboa, no Maria Mata Mouro ou no Restaurante Suisso (já foi? É onde funcionava a Tortilheria Galícia, no Porto da Barra). Levar minha filha para a dança no Espanhol, buscar minha amada na avenida Sete… Ainda bem que nunca me deram trabalho na África. Adoro minha casa.
Volto com a consciência do dever cumprido aqui. Não que eu tenha feito tudo o que me pediram para fazer, mas fiz quase tudo o que podia ou que me autorizaram. A política, sabe-se, é um Hidra (ou mesmo uma Cérbero) de vontades, uma babel. Não é à-tôa que os envolvidos muito frequentemente falam em afinar discursos, unificar a linguagem. Assim, muito poucos conseguem executar tudo aquilo que crêem ser importante fazer ou mesmo o que lhe pedem. Mercadante que o diga. Mas, posso dizer que fiz muito aqui. Principalmente, fiz amigos. Quando eu retornar para cá, termino o trabalho.
Mas, me alivia voltar depois do fim daquela tragicomédia envolvendo o PT e o PMDB; o governador Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima. Era tudo muito fake! Ufa, agora cada qual está com seu cada qual. (Pena que meu amigo Geraldo Simões tenha perdido um discurso. Rs). Agora, parece ser a hora dos desabafos, das confissões e, claro, das articulações para (tentar) enfraquecer um ao outro. Na base do “eu não aguentava mais”. Eu estou do lado de Wagner, como estive antes e antes. E espero que ele esqueça Geddel e o PMDB. Já pediu o Neruda que ele tomou e nunca leu? Então, menos alarde na hora de bater o portão. É uma sugestão, nunca um conselho.
meu rei, parabens pelo blog. Como faço para te contatar?
um forte abraço