Histórias com Doutor Carlito, líder que se foi

19 09 2009

Carlito Daltro, aquele viveu!

Ontem, recebi a notícia da morte do ex-prefeito de Jacobina e ex-deputado estadual Carlos Alberto Pires Daltro, conhecido naquela cidade como Dr. Carlito. Sabe-se que uma pessoa, em qualquer parte do mundo, com a idade dele, está mais próxima de falecer que as demais, mais jovens. É da natureza, a chegada do ocaso físico, da falência da saúde do corpo. Mesmo assim, a notícia de uma morte sempre é surpreendente, um impacto. No caso de Dr. Carlito o sentimento é de perda.

Eu o conheci. Carlito foi um desses caras cuja história dá um filme de Hollywood. Há poucos como ele.

Me lembro quando eu era adolescente e ouvia falar dele como um dos caras mais ricos da cidade. Aliás, a família dele era mesmo cheia de posses. Sua avó, Dona Iaiá Pires, era dona de imensas áreas em Jacobina, hoje bairros ou condomínios.

Carlito, o grande médico

Carlito formou-se em Medicina muito jovem, aos 24 anos. E, em pouco tempo era reconhecido como um dos melhores médicos da Bahia. Em seu consultório, na rua senador Pedro Lago, havia um quadro na parede com uma reportagem do jornal A Tarde contando a história da primeira cirurgia de bócio realizada com sucesso no estado, exatamente pelo cirurgião Carlos Daltro.

Todo mundo em Jacobina conhecia Carlito naqueles anos de 1980, quando eu passei a trabalhar com ele. O grande médico, em que todos confiavam.

Em seu consultório eu presenciei procedimentos que nem imaginava que fosse possível serem feitos. E via como as pessoas confiavam no que ele fazia. Dois casos: entrei no consultório por uma porta secundária, que levava à parte de trás, onde ficava a maca, o tubo de oxigênio, etc. Sentado na maca estava um homem com uma barriga muito grande e saindo da barriga uma mangueirinha, dali até um balde colocado no chão, já com muita água. Creio que i problema do homem era barriga d’água.

Outra vez, Carlito estava cauterizando um pênis de um cara. Torrou quase metade. O cara tinha sífilis ou outra coisa, não me lembro. E a cauterização foi feita na presença da mulher do cara. Pelo menos não perdeu tudo. Nem sei se ainda serviria. Mas, que isso eu vi, eu vi. E quem fez foi Doutor Carlito. O paciente estava com uma expressão de conformação e de confiança.

Carlito, o paciente

De ele como paciente, uma vez Doutor Carlito me contou uma história que, desta me lembro inteiramente, porém, não conto porque acho que ele não gostaria que o fizesse, embora fosse muito engraçada. Aliás, vou contar só uma parte. Espero que o meu líder, estimulador e amigo não se aborreça lá no lugar tranquilo onde ele se encontra.

Carlito Daltro estava em Belo Horizonte, onde fazia exames médicos e, se não me engano, onde se submeteria a uma das cirurgias que fez nos olhos. Quando submetia-se a um certo procedimento, simples, muito simples, ocorreu algo que ele não esperava. Diante do inusitado, o médico que o atendia lhe perguntou – segundo ele, rispidamente – porque Carlito não o avisara de que teria um certo problema, que teria causado a reação que o surpreendeu. Doutor Carlito, ali só paciente, respondeu: “Porque eu não sabia, ora!”. Não era nada grave. Carlito contou rindo. Morreu, aos 81, vinte anos depois, sem que o susto do médico tivesse se transformado em problema maior.

Carlito, o culto

O médico, jornalista (sim, por que não?) e político Carlito Daltro era um homem muito culto, leitor da melhor literatura, ouvinte e conhecedor da boa música brasileira e mundial e amante do cinema, tanto é que construiu um em Jacobina. O mais longevo, o saudoso Cine Payayá, nome dado em homenagem aos índios que viviam em Jacobina e que foram dizimados pelos bandeirantes e mineradores.

Carlito era um bon vivant. Não um playboy, porque trabalhava duro – vivia entre o consultório e o hospital. Mas, tinha os melhores carros. Me lembro de um Mustang vermelho, de dar inveja. Isso nos anos 70. Mais tarde, Carlito andava pela cidade em uma novíssima e importada Suzuky de três rodas. Rico, e porque ninguém é de ferro, Carlito tirava férias, claro, quando viajava para o Rio de Janeiro, Salvador, Europa.

Conhecia o mundo. Viajara mais de uma vez à Europa. Foi a primeira pessoa a me falar daquele continente, tendo estado lá. Com aquela voz de barítono e ao mesmo tempo rouca, não falava como se contasse vantagem. Narrava uma situação, um momento vivido, um contato, uma experiência, com a naturalidade de quem soube aproveitar bem.

Tinha dinheiro, fama e charme. Encantava mulheres, as mais bonitas. Por isso, seus adversários o acusavam de ter uma conduta sexual reprovável. Mas, apesar de insistente campanha neste sentido, o epíteto de tarado que lhe tentaram impingir os inimigos não atrapalhou a vitoriosa trajetória de Dr. Carlito.

Carlito, o doido

Alguns também gostavam de lhe chamar de doido. Ele ria (às vezes ficava puto, como seria normal). Um dia, no seu segundo mandato, estive em seu gabinete para discutirmos a possibilidade de eu voltar a Jacobina como seu assessor de imprensa e o encontrei rindo dos xingamentos dos adversários. Disse algo como “dizem que eu sou doido porque gasto com canos e tubos que ficam debaixo do chão, que isso o povo esquece, mas é isso o que eu vou fazer. Sou doido”. Minha péssima memória não recorda muito, mas, há uma vaga lembrança de que o assunto era um projeto de levar água ao distrito de Lages do Batata. Só sei que havia canos e manilhas na conversa. Rimos. Mas, não voltei e não trabalhamos juntos de novo.

Era um tipo de doido mais do bem. Doido por trabalho, doido para fazer as coisas darem certo. Doido para enxergar bem, ter capacidade de continuar vendo o mundo do qual aproveitava o máximo. Doido pela vida e pelos entes queridos.

Carlito, o político (e o jornalista)

Em 1979, o professor Edmundo Isidoro, um dos ícones da educação em Jacobina e um humanista de primeira grandeza, vendeu o seu jornal A Palavra a Carlito Daltro. Eu, que já estivera por um tempo com o professor no jornal, quando ele funcionava na rua da delegacia (não lembro o nome), um dia me apresentei a Carlito e me ofereci para ser redator. Fui aceito. Virei redator-chefe aos meus 18 anos. Com os colegas José Filipe e Adevaldo fazíamos semanalmente um jornal que trazia de tudo, noticiava bem as coisas da cidade, mas, um diferencial em relação aos jornais que eu conhecia, tinha uma coluna, uma página, na verdade, de humor político. Ou de política com humor, ironia das mais agudas.

Era a coluna E o Couro Come… escrita por Carlito, que mandava as páginas escritas à mão para que José Filipe e Adevaldo fizessem a composição tipográfica. Isso aconteceu assim até a chegada de João Lira Cantalice, contratado a peso de ouro em Salvador, para operar a máquina de linotipos que chegara. Um avanço.

Carlito usava toda a sua cultura e sua verve literária, carregada de ironia, para acertar os seus adversários políticos, então adversários políticos de Dr. Fernando, irmão dele, uma espécie de John, numa comparação da família Pires Daltro com os americanos Kennedy. Fernando era, então, deputado estadual.

O principal adversário dos Daltro durante anos foi o deputado Chico Rocha, liderança sertaneja, sempre governista e ligado a Manoel Novaes e Antônio Carlos Magalhães. Com a morte de Chico Rocha nenhum nome se destacou. Mas, Carlito mirava em três, especialmente: Gilberto Miranda, ex-prefeito, deputado, como o irmão Fernando; Flávio Mesquita, prefeito e João Maximiliano, um advogado respeitado, sustentador dos demais, que, à época divida com Doutor Fernando Daltro (o doutor, mais que título, era parte dos nomes) a fama de melhor advogado da região.

Carlito, o político (e jornalista) mordaz

Carlito referia-se a Gilberto Miranda, que era muito magro, como Inspetor Closeau, o engraçadíssimo e desastrado detetive de A Pantera Cor de Rosa, filme de Blake Edwards que teve o monumental Peter Sellers no papel do Inspetor (ou da Pantera, conforme versão em desenho animado) até a morte do ator, em 1979. (Hoje quem faz o personagem é o também excelente Steve Martin).

Ele sempre fazia menções a sucessos de cinema, fazia paródias e ligações entre personagens da vida política de Jacobina com personagens do cinema. Foi a coluna de Carlito que me levou a assistir ao estupendo Scarface (o de 1932, primeiro). Estou fazendo um enorme esforço para lembrar a quem Doutor Carlito se referia como Scarface. Lembro que não era pela semelhança com Paul Muni, o ator que fazia Tony ‘Scarface’ Camonte, mas com o personagem da vida real no qual ele era baseado – Al Capone. Talvez por isso não consiga me lembrar, porque eu não tenho a mesma coragem que tinha Carlito. Não quero falar de gangsters.

Carlito, o que desafiou ACM antes

O político (e jornalista) Carlito Daltro era mesmo destemido. Pouca gente na Bahia teve com ACM o enfrentamento que ele teve. E batia muito no jornal A Palavra, que, de Jacobina, incomodava o capo lá na capital.

Carlito escreveu várias páginas de jornal com a história de ACM. E escreveu baseado na vivência, na contemporaneidade e na vizinhança. Foi em E o Couro Come… que li, primeira vez, que ACM, quando garoto, gostava de ficar perambulando e fazendo maldades no Campo da Pólvora. Coisa que ele, ACM, prosseguiu fazendo a vida toda, para além do Campo da Pólvora. Lembro que Carlito contou que ACM ficava escondido atirando de badogue (que é como os jacobinenses chamam o estilingue) nas pessoas, inclusive em mulheres grávidas, que se assustavam e passavam mal enquanto o futuro imperador da Bahia apenas ria, sádico.

As peripécias de ACM contadas por Carlito nas páginas do A Palavra, em E o Couro Come… ninguém havia publicado antes e só muito depois outros jornalistas fizeram algo parecido. Carlito mostrou o professor que não lecionava (só ensinava maldade), o médico que nunca medicara, o acadêmico que jamais havia escrito e o polêmico que dissimulava a sua maldade em frases de efeito que enganaram a Bahia por décadas.

Carlito enquadrou ACM no seu jornal e, quando prefeito e deputado, o enfrentou sem medo. Quando precisou respeitar o governador o fez, mas nunca se curvou ao chicote de ACM. Qualquer um que ainda possa ter acesso a E O Couro Come… vai poder saber mais sobre dois homens importantes da política baiana: do ACM que Carlito conheceu e nos apresentou com coragem, em um tempo que poucos ousavam desafiar o todo-poderoso, e do próprio Carlito, que a nova geração não conheceu e que está lá exposto em textos quase literários.

Carlito, o democrata

Me acho um bom jornalista, escrevo razoavelmente bem e sei que devo isso ao apoio de algumas pessoas, não necessariamente na ordem (de importância ou cronológica) que se segue, a exceção do meu pai, o primeiro de todos: meu pai, José Ferreira da Silva, um pedreiro dos melhores, que estudou no curso de Madureza Ginasial, mas adorava ler e me passou este gosto fundamental à minha formação; ao saudoso Rigoberto Lopes, que me dava força e até a máquina de datilografar verde da marca Olympia; o meu querido professor de Educação Física, Astor Rocha de Miranda, que me falava do orgulho em me ver trilhando o caminho que escolhi (ele dizia: “vá em frente Giorlando, você é bom e consegue. Veja Sebastião Nery, onde ele chegou”); os irmãos Maeber (grande Maeber!) e Marivaldo Teixeira, que um dia me chamaram de grande jornalista e me entregaram o Correio da Serra para eu editar (houve um momento em que editei os dois jornais antagônicos da cidade ao mesmo tempo – A Palavra e o Correio, fiz isso por três semanas e voltei ao A Palavra*.); o professor Edmundo, grande mestre, que me levou ao A Palavra, em 1978, aos 16 anos; ao jornalista Wilson Barbosa, que apostou em mim em A Tarde, me ensinou, me apoiou e me fez ver, definitivamente, que eu podia…

E, claro, Carlito. Ele me confiou o jornal dele e não colocava qualquer restrição. Tínhamos em A Palavra toda a liberdade. Eu poderia escrever de tudo e publicar tudo o que chegava. Cheguei a publicar uma coluna em que um médico respondia a perguntas dos leitores. Eu mesmo respondendo a mim mesmo. O nome do médico, inspirado no humor das revistinhas Disney? Edson Risal. Carlito me perguntou quem era esse médico. Eu não disse e interrompi a coluna depois de duas publicações. Era uma irresponsabilidade. Mas, eu tinha 18 anos.

(Uma das questões respondidas era sobre constipação intestinal, prisão de ventre. Como não havia Google, eu tirei as respostas da bula de um medicamento chamada Cofalax, um medicamente que nem existe mais, se não me engano. Hoje, eu seria processado.)

Carlito, a figura ímpar

Uma figura, Carlito. Um dia chego ao cinema dele à noite, para conversar sobre o jornal e ele estava tomando um sorvete – e que sorvete o do Cine Payayá! Me disse que estava gripado. A um Giorlando espantado ele explicou que o gelo ajudava a reduzir os sintomas do resfriado, pelo menos a congestão nasal. (Anos mais tarde, outro grande amigo meu, também excelente médico, Clodoaldo Cadete, de Conquista, me deu uma explicação sobre a sensação de bem-estar que o gelo da cerveja ou uma bola de sorvete causa quando estamos com o nariz entupido, resfriado. Mas, como me é comum, não lembro o que ele disse).

Jacobina teve bons administradores. Teve péssimos, também. E alguns muitos bons, como o próprio Fernando Daltro, Dr. Flori (valdo Barberino), Dr. Orlando Oliveira Pires, dizem que Leopoldo também, mas, Carlito, com toda certeza, foi excelente. Não houve nenhum tão bom antes dele e nem depois.

Um cara com defeitos, que cometeu erros, com toda certeza. Alguns erros que só ele sabe que cometeu e levou consigo em segredo em sua morte. Alguns que muitos conhecem e condenam. Falhas humanas, de comportamento social, de postura política, de decisão administrativa, certamente ocorreram.

Doutor Carlito, apenas um homem, um grande homem

Era apenas um homem o doutor Carlos Alberto Pires Daltro. Mas, um grande homem, que soube construir uma história e contribuir com a História.

A nossa outrora muito importante Jacobina passou por momentos combalida, perdeu status, recursos, importância e fama, que, aos poucos readquire. Nos mandatos de Carlito o município ganhou obras estruturantes, teve recursos investidos em programas que valeriam para o futuro e ainda melhorou em muitos aspectos físicos e visíveis. O que Carlito mudou na estrutura de Jacobina, mudou para melhor.

Os filhos da cidade agradecem e neste agradecimento o homenageiam, Carlito Daltro.

Giorlando Lima


Ações

Informação

10 respostas

22 09 2009
Gervásio Lima (Fio)

Quero ratificar o que milhares de pessoas achavam do médico, do político e da pessoa de ‘Carlito Daltro’: um grande representante e amante da sua terra natal. Sinto orgulho em ter nascido em Jacobina, por saber que esta cidade, ao contrário do que a nova geração pensa, possui filhos que realmente pensam como tal, cuidando e proporcionando ações para que seus habitantes (conterrâneos) sintam orgulho de ter nascido ou de ter escolhido aqui para viver. Neste momento de tristeza, quero deixar minhas condolências para a família enlutada e dizer, que agradeço muito ao que “Doutor Carlito” fez por mim. Com apenas 19 anos, retornando do serviço militar em Salvador, fui nomeado Assessor de Imprensa do município de Jacobina e redator do jornal A Palavra, pelo prefeito e dono do jornal Carlito, que confiou, acreditou e deu uma grande chance a um jovem que estava iniciando sua carreira de jornalista. Já se passaram 15 anos, e por conta desta oportunidade, tenho como jornalismo a minha profissão.
Obrigado Doutor Carlito.
Deus lhe dê um bom descanso.
Gervásio Lima.

22 09 2009
Giorlando Lima

Valeu, Fio! Abraços em todos.

21 09 2009
Iara Pires Novikov

Giorlando,

Parabenizo-lhe pela mensagem tão bem elaborada por você sobre Carlito Daltro,que além de todos adjetivos mensionados,gostava da famíla e servia a todos indistintamente.
Pena que no final dos seus dias,fomos obrigados a vê-lo somente a distância,
por imposição de quem,com certeza,aprendeu a deslumbrar-se apenas com bens materiais que na verdade não lhes pertencem.

Iara Pires.

22 09 2009
Giorlando Lima

Iara, obrigado pela visita. Foi, de fato, um homem de grandeza, o Doutor Carlito.

21 09 2009
Rigoberto Lopes Filho

Tive acesso a estes textos no orkut e, além das histórias sobre Carlito, li também uma menção carinhosa a meu pai. Para mim, foi uma grata surpresa, inclusive comentei no tópico. Parabéns e, mais uma vez, obrigado pelo reconhecimento.
Rigó.

21 09 2009
Giorlando Lima

Sua mãe foi minha professora na sala de aula, seu pai um mestre fora dela. Obrigado pelo comentário.

21 09 2009
Fred Santos

Meu caro Giorlando, parabéns pela história narração sobre o dr. Carlito. Me fez recordar vários episódios políticos do mesmo, e conhecer tantos outros que não tinha conhecimento. Devo a Carlito minha iniciação na imprensa e na escrita jornalística, quando me autorizou a escrever no A Palavra texto sobre Geografia, e posteriormente, alguns artigos políticos, o que alçou meu vôo para o jornal Primeira Página, quando fui autor da coluna Falando Francamente por cerca de 3 anos, depois veio o A Voz da Chapada, escrevi alguns artigos em O Encarte, Tribuna Regional, jornal A Tarde e agora mantenho o Blog Notícia Comentada. Um grande abraço e novamente parabéns pelas belas histórias do saudoso Carlito Daltro.

21 09 2009
Giorlando Lima

Fred, que bom saber que você tb passou em A Palavra. Obrigado pela visita e pelo comentário, vou tb dar uma passada no seu blog. Sucesso!

21 09 2009
Yerkka Nathascha

Parabenizo o Sr. pelo grandioso passeio na vida de Dr. Carlito. Fatos realmente inacreditáveis para aqueles que acham que ir em busca dos sonhos não vale a pena e por não saberem o que é o amor por sua terra e a tamanha vontade de ajudar seu povo. Ouviu-se no seu funeral: “Nunca existirá prefeito igual”. Pra todos ele foi e é único, construiu Jacobina em obras e ações, mesmos que parecessem impossívei,s mas pela sua determinação,conseguia. Só gostaria de retificar o nome de minha bisavó Elvira da Costa Pinto Dias, conhecida por D. Iazinha e não Ernestina como colocado no terceiro parágrafo, seu avô que se chamava Ernestino.

21 09 2009
Giorlando Lima

Obrigado pela leitura e pelo comentário, Yerkka. Vou fazer a correção do nome de sua avó.

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