Nada do que foi será do jeito que já foi um dia.
Próxima eleição de prefeito terá dois turnos.
De 1972 a 1996 o grupo de José Pedral Sampaio dominou a cena política de Vitória da Conquista. A cidade era conhecida como “trincheira da oposição”. José Pedral foi eleito a primeira vez em 1962. Em 64 a ditadura o cassou. Virou mito. Voltou herói em 83 e faz uma grande gestão até 89. As obras de infra-estrutura que fez Conquista usa até hoje.
Dez anos depois, Pedral foi eleito de novo. Daquela vez com apoio de ACM. Virou-se contra a própria história e a História virou-se contra ele. De 1993 a 1997 fez a pior administração da história de Conquista. Aliado a ACM Pedral viu sua força desmoronar, seu governo ser envolvido em denúncias, CPI…
Salários dos servidores e pagamento a fornecedores atrasados, lixo nas ruas e a sujeira das denúncias invadindo a prefeitura criaram um cenário propício para o surgimento do salvador da pátria. E o PT tinha o seu Sassá Mutema.
Mais bem apessoado que o personagem de Lima Duarte, mas tão tímido quanto, Guilherme Menezes era o cara. Em verdade, médico e culto, Guilherme só parecia com Sassá na timidez e na condição de “salvador da pátria”. Com o “presente” que Pedral lhe deu, bastou isso para que fosse eleito.
Por anos, Antonio Carlos Magalhães quis derrotar o PMDB de Conquista, José Pedral junto. ACM queria vencer a “trincheira”. Com a cooptação parecia fácil. Não foi. O PT não deixou. ACM não ganhou nada, além do próprio Pedral – que não mais se recuperou. E o PT está lá até hoje. Quatro mandatos, 14 anos. Pedral mandou dez anos mais.
Hoje, novos números do TSE dão esperança de futuro aos adversários do PT de Conquista. Com 200 mil eleitores a cidade terá 2 turnos em 2012… Neste momento seriam exatos 199.836 eleitores. Logo serão 200 mil. Com dois turnos os adversários do PT de Vitória da Conquista se alvoroçam. E têm mais chance, claro.
Não é cedo para preocupar-se. É preciso correr sem cansar, pois o povo pode cansar também e aí nada do que foi será do jeito que já foi um dia.