Traz o renomado site Política Livre uma nota preocupante para os modernos tempos da política baiana e para a liberdade de expressão. Uma reação desproporcional do empresário Chico Kertész a uma opinião que teria sido manifestada pelo publicitário Eduardo Saphira em seu twitter. Chico quer processar Saphira, segundo o site Politica Livre, porque ele teria “levantado suspeitas sobre a relação entre o Grupo Metrópole e o pré-candidato do PMDB ao governo estadual, Geddel Vieira Lima”.
Ora, ora, ora, o diretor da emissora de rádio mais opinativa da Bahia, que fala de tudo e todos, com um estilo ostensivamente crítico, na maioria da vezes muito seriamente, porém às vezes com achincalhe e outras vezes com palavreado de duplo sentido, quer mesmo impor a censura a alguém, porque aquele mencionou a possibilidade de um entendimento um pouco além do normal, digamos, da sua rádio com um pré-candidato?
Não cheguei a ver o tweet em que Saphira teria falado da rádio Metrópole e da sua relação (da rádio) com Geddel, se é que publicou isso mesmo. Nem vou procurar, mas que os milhares, cada vez mais milhares, ouvintes da Metrópole de Mário Kertész percebem nos últimos 20, 30 dias é uma postura cada vez mais simpática a Geddel, sim. E não escrevo isto porque estou doido e ou porque apoio a Wagner (não sou fundamentalista) –, ressalto, para que isso não venha a ser usado em uma eventual reação ao que escrevo.
Essa postura da rádio Metrópole pode ser justificada na redução das verbas para o sistema de comunicação de Mário Kertész por parte do governo do Estado (não acredito que seja a razão); pode ser porque a Metrópole, que já pareceu apoiar Paulo Souto, tenha pesquisa que mostre que o peemedebista Geddel tem mais chance que o carlista do DEM, ou pode ser apenas uma fase transitória que causa essa impressão a Saphira, a mim e a milhares.
Eu acho absolutamente normal (e até bom) que a Metrópole ou outro meio qualquer de comunicação tenha um lado. Como é normal que quem não gosta disso reclame. E, se há algum equívoco, informação truncada ou mal colocada, quem se sentiu atingido deve esclarecer, desmentir, usando, no caso da Metrópole, seu canhão de comunicação. Se não for relevante, deixar de lado, não dar ouvidos aos áulicos e incendiários que querem fazer fogo para serem vistos.
Já a ameaça de processo é mera truculência, que a Metrópole já sofreu. Duvido que Mário e Chico Kertész tenham achado bom ou normal. Afinal, sabem os dois, depois de quase 20 anos nesse negócio de comunicação - falando tudo (e todo mundo ouvindo) – que censura é uma M…
(Mais sobre Mário Kertész em http://minhasalvador.wordpress.com/elogia-e-critica/ – “Mário Kertész radialista, Mário Kertész ex-prefeito“.)
Antes ele se aproximar de uma mudança do que ficar batendo nessa tecla frouxa do PT….
A opção de cada um deve ser respeitada. Eu respeito a de Mário Kertész, apenas observo que essas coisas não devem subliminares. O meu comentário, entretanto, não teve motivação exatamente nisso, mas pela ameaça de processo, manifestação clara da intenção de censurar, não condizente com alguém que lida com liberdade de expressão e comunicação.
O RADIALISTA FICA EM SIMA DO MURO,
O QUE FOI PREFEITO QUASE ACABOU COM SALVADOR,
OS KERTÉSZ, PRECISA SE DEFINIREM, POR QUE NÃO DAR PARA TER MEIO TERMO OU É, OU NÃO.
É, vamos ver como se comporta a Metrópole doravante, a rádio tem muita força.