Propaganda Eleitoral na TV/Bahia: uma (simples) leitura

1 09 2010

Propaganda de Paulo Souto parece estar começando de novo

Há algum tempo comentei sobre um comercial que Paulo Souto fez para a propaganda partidária (aquela a que os partidos têm direito anualmente) e critiquei a fala do tipo “acordei agora e vi que a Bahia sofre… meu coração me diz que… meu sonho é ver…”, falada como se ele não tivesse sido o governador do estado por duas vezes e só agora via, “depois de percorrer a Bahia inteira”, que as pessoas estão precisam do governo. Era um Paulo Souto diferente, mas que poderia ter prosseguido.

Quando a propaganda eleitoral na TV veio aí o pessoal do marketing tentou dar seguimento ao formato: candidato em externa, falando com as pessoas, ancorando suas propostas, falando do que via/vê de ruim pela Bahia afora. Fazendo um comparativo, embora quase sempre indireto, de modo mais subjetivo. Acho que não tem dado certo. Seria difícil dar.

Comparativo é sempre mais vantajoso para quem fez divulgação recentemente ou para quem fez mais, teve mais obra. O pessoal de Paulo Souto não pode esquecer que o eleitor soma os muitos anos em que ele esteve no poder, individualmente ou em grupo. Água por água, a propaganda da atual administração do estado é mais recente, tem melhor recall que a dele. Talvez o correto seria partir para o contraponto direto: 1 por 1; 2 por 2.

E precisa fugir das “forçações” de barra. Emoção não é apelação. Um exemplo: Fonte Nova, apelativa demais a peça apresentada no programa do dia 27/08. Poderia abordar a questão por outro ângulo, – custos do novo estádio, o caso das mortes que marcaram… Os marqueteiros de Paulo Souto não viram a reação à demolição? Foi aprovada, claramente. Criticar remete à ideia de que é contra fazer o novo estádio e trazer a Copa.

A fala do candidato tem sido burocrática, apesar das suas aparições em externa. Mas, quando ele fala olhando para o vídeo passa a carecer de mais emoção, menos linearidade.

Muita boa a direção da atriz-apresentadora, ela mesma bonita e muito simpática. Pena que curta a sua aparição.

O programa que foi veiculado na segunda (29) à noite poderia ser o primeiro da campanha. Uma fala do candidato norteando o eixo estratégico de sua campanha, dizendo às pessoas o que ele pensa. Mas, ainda assim, a fala é dura e cheia de frases de efeito claramente falsas: “coração batendo mais forte” é um pouco demais. Mas, é um caminho e até um tom. Só faltaram imagens. Acho que a fala do candidato poderia ser coberta em alguns trechos com imagens do que ele falava. Daria mais contundência, seriedade e emoção e ainda tiraria aquele ar carrancudo que, não se enganem marqueteiros, cansa o telespectador.

Estar preocupado não é o mesmo que estar com raiva, que também é indiferente da indignação. Paulo Souto (às vezes) fala com uma expressão facial como se estivesse com raiva. (Mas isso se repara). Acredito que é um bom caminho, o jeito e a linha adotados. O questionamento, feito pelo candidato também como baiano, como cidadão. Pode até pontuar com alguns pequenos mea culpa. Ou algumas menções ao que fez. “Eu sei que você poderia perguntar: mas por que não fez? Não fiz porque faltou tempo. Entre 2003 e 2006, quando fui governador fizemos muitos projetos que estavam em andamento e que vamos retomar agora. Também não tivemos o mesmo apoio que o atual governador teve do presidente. Você lembra que havia uma briga, uma divergência muito grande do PT com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães e com isso o nosso governo não teve o apoio que buscou e a mais prejudicada com isso foi a Bahia, a nossa população”.

Mas, aí, tem que falar que a nova presidente já disse que vai governar com todos os governadores, não vai discriminar ninguém. É preciso ter a coragem de dar créditos a Lula pelo sucesso de Wagner, é preciso admitir que Dilma pode vencer, ainda que fale dela e de Serra ao mesmo tempo: “Os dois candidatos com mais chance de vencer a eleição, o nosso José Serra e a Dilma, já garantiram que vão governar para todos, sem discriminação, etc.”

E abrir o cenho. Deixar mais a bonita e competente apresentadora falar das coisas, cabendo ao candidato ter conversas “intimistas” com o telespectador, falar com sinceridade de futuro, do que pode dar certo, dos sonhos, mas sem forçar a barra com frases de efeito. Paulo Souto já foi um bom radialista, não precisa ser âncora de TV para melhorar nas pesquisas. Deixa as pessoas falarem elas mesmas.

De resto, os programas estão bem produzidos. Entendi que o objetivo é resgatar a imagem de Paulo Souto como governador, que fez muita coisa. O programa de sexta (27/08) à noite foi legal (exceção da peça da Fonte Nova), mas faltou política, posicionamento do candidato, falas mais enfáticas do que vê, sabe e o que pensa do presente e do futuro. Acho que do ponto de vista da critica está murcho. Não precisa partir para a “porrada”, mas pode ser mais contundente um pouco, especialmente nas áreas em que o DEM tiver mais segurança, mais conquistas, porque é preciso ter credibilidade.

Geddel tem mais equívocos. Ainda precisa achar o caminho.

Conheço a apresentadora do programa de TV de Geddel. Já trabalhei com ela duas vezes. É muito simpática e competente. Mas, o tom duro e sempre critico do programa a está deixando antipática, sua participação tem sido vista como agressiva, embora não o seja tanto assim.

Não é apenas este o equívoco da propaganda de Geddel na TV (falo apenas dos programas em rede). Acho ainda mais grave eles terem decidido questionar as obras que o governador Jaques Wagner anuncia como suas e que seriam do governo federal, enquanto mostram Geddel ministro como sendo tocador de obras do… governo federal. Ora, Geddel é menos autor ainda das obras que anuncia do que Wagner, considerando a crítica do PMDB.

Se as obras do Governo Federal que Wagner assina – sempre ressaltando a parceria – devem ser questionadas porque as que Geddel diz que fez não o seriam? O eleitor não é bôbo. Alguns podem até levar mais tempo para formar um raciocínio, mas sendo o programa do PMDB tão didático eles acabam aprendendo.

A participação do candidato no programa é o que há de menos interessante no programa da TV do PMDB. Geddel aparece pouco, apenas para criticar ou fazer promessa. Não vi uma fala dele em que ele tenta cativar o eleitor, ganhar a sua confiança, sua intimidade. Geddel até sorri, mas não conversa como deveria. Ele fala bem, tem boa dicção, mas isso está sendo mal aproveitado.

O enquadramento é ótimo, mostra que eles têm um bom diretor, mas a fala é ruim. “Eu tenho absoluta certeza de que no nosso governo nós vamos ser capazes de fazer com que a saúde se interiorize”. Horrível, tempo perdido, tucanismo puro (no sentido dado por Macaco Simão). Por que não dizer: “VOCÊ pode ter certeza de que no meu governo a saúde vai funcionar bem na Bahia toda?”.

Na hora que o programa do PMDB mostra o crescimento da campanha no estado, com imagens que deveriam mostrar gente, multidão, eles editam com mais imagens de Geddel sozinho do que de povo. Há um detalhe na abertura do programa de segunda-feira, 28: quando o locutor diz que os comícios juntam cada vez mais gente o editor colocou a imagem de uma mulher, só ela.

Outra coisa, será que as pesquisas feitas pelo PMDB, incluindo as qualitativas, destoam tanto assim das demais que já foram divulgadas? Enquanto Ibope, Campus, Datafolha, Vox Populi dão o governo de Wagner como aprovado – portanto as pessoas considerando que o governador trabalha – Geddel insiste que Wagner não trabalha. Força um comparativo exagerando. Para que Geddel apareça como alguém que trabalha, que é competente, não precisa apelar e ir de encontro à percepção da população.

Tem uma regrinha que todo bom marqueteiro conhece e eu já li nos melhores livros: a rejeição de um candidato que está à frente nas pesquisas equivale quase sempre aos votos que são destinados aos adversários mais contrários – e mais fortes. Ou seja, quem rejeita Wagner, em sua grande maioria, já vota ou em Geddel ou em Paulo Souto. Há, é claro, os que dizem votar em Wagner que ainda balançam, mas que, com certeza, não antipatizam o atual governador. Geddel precisa achar uma linguagem para falar com esse eleitorado soft de Wagner. E mais: precisa ganhar eleitores de Paulo Souto também. E isso não acontece com a tática “eu sou mais inimigo de Wagner do que Paulo Souto, eu bato mais”. Funciona mostrando que Geddel será melhor também que Souto. Para isso Geddel tem que conquistar, cativar, fazer o eleitor se apaixonar por ele.

Não adianta esse estilo promesseiro, que oferece fazer o céu na Bahia em quatro anos. Todo mundo promete. O candidato pode até dizer: minha promessa é melhor que a dele, mas se o eleitor não estiver na sua, não estiver encantado, já era.  O PMDB tem tempo suficiente na TV para fazer um programa com partes distintas que, embora se integrem, ajude o eleitor a fazer análises separadas.

Proposta tem que ter, faz em um quadro e amarra na fala do candidato (mais ou menos como está sendo feito, mas sem a critica na boca do candidato, pelo menos não no modo como ele a faz hoje).

Critica tem que fazer, mas quem pode fazê-la: o atingido, aquele que sofre as tais deficiências que Geddel afirma haver na Bahia. Mas, pelo amor de Deus: microfone sorvetão no meio da rua pode ser evitado. As histórias precisam ser reais e intimistas. Se é para fazer a crítica no estúdio, um outro personagem que não o candidato ou a apresentadora, a sustenta. Deve ter gente com credibilidade no jornalismo ou no meio artístico ainda disponível.

E que o candidato fale de proposta, sim, mas fale, principalmente, do que o povo quer ouvir, do jeito que merece ouvir. E se tem alguma coisa boa na campanha de Geddel é a equipe de marketing.  Tenho certeza de que se ele permitir, o pessoal acha o foco, acerta o tom.

Ainda acho que tem jeito de trazer mais Dilma para a propaganda. Tudo bem que ela assume em comícios proximidade maior com Wagner, mas que o PMDB se intimidou, ah, se intimidou.

Outra coisa, que história é essa de questionar a amizade de Lula dizendo que isso não garante obras e melhorias? Isso, para mim, é o mesmo que dizer que Lula está mentindo ao garantir que faz por ser amigo. De modo enviesado e talvez sem perceber, Geddel acaba dando uma alfinetada no presidente.

O programa de Wagner é o que está melhor estruturado

Também é o mais fácil de fazer. Por ser governo, estar na situação, tem o que mostrar, tem o recall das obras novas e, claro, da propaganda. Basta mostrar e elogiar. Na verdade, a propaganda eleitoral do governador que busca a reeleição é uma competente continuação da comunicação feita pelo governo do final do ano passado até junho deste. A propaganda traz números e dados que os demais adversários não conseguem contestar diretamente.

Veja o caso da demolição da Fonte Nova. Paulo Souto fez uma poesia deprimida sobre imagens da implosão. Wagner “jogou para cima” o evento. Trouxe depoimentos bons que reforçaram a validade da iniciativa.

O candidato do PT ainda tem as pesquisas para trabalhar. Os demais são obrigados a fazer de conta que os levantamentos não existem.

Não há muito o que comentar. Os marqueteiros da campanha de Wagner estão sentados sobre uma mina de informações e de imagens bem produzidas. Têm o que mostrar e o fazem bem. Aproveitam bem da condição de governo e de aliados do presidente Lula. Mas a facilidade poderia virar dificuldade se não houvesse competência. O programa que mostrou o comício de Lula, Dilma e Wagner, por exemplo, foi exemplar. A edição foi muito bem feita, o “diálogo” de Dilma com o governador foi uma magnífica ideia, muito bem exacutada.

Se o pessoal do PT repetir aquele programa até o fim da campanha não precisa fazer mais nada, especialmente a fala de Lula. Basta repetir até ali. É só complementar o programa substituindo a matéria (em si) do comício e colocar as coisas novas: propostas, fala de Wagner e um clip.

Tem destaque o desempenho do governador na propaganda eleitoral, Seguro, feições tranqüilas, tom ameno. Está bem treinado. E não está angustiado, ao que parece, baseado nas pesquisas que o deixam dormir sossegado. Aí, até eu.

Não vou continuar a “análise” do propaganda eleitoral de Jaques Wagner porque teria que ficar fazendo elogios. Pode ser porque eu gosto de Wagner, de Lula e do PT, mas, asseguro, é mais porque a propaganda é redonda, certinha. O acerto do recente marketing do governo (que ganhou o Prêmio Colunistas) está sendo reproduzido na campanha. Na forma, no tom e na linha. Quem tiver outra opinião, talvez mais clara e mais competente, pode deixar nos comentários que eu publico.

FINALMENTE, UFA!

Por fim, acho que no debate sobre a saúde os adversários de Jaques Wagner vão perder feio. Geddel só se sairá bem se tiver a coragem de questionar os governos de Paulo Souto também. A percepção de que as coisas não funcionam bem existe hoje, mas era bem pior antes. Houve melhoras, de fato. Já Paulo Souto tem que ser projetivo, valorizar a sua experiência, reconhecer erros, falar para a frente. E se puder comparar, diretamente, número a número, dado a dado, setor a setor, deve fazê-lo, urgente – se tiver segurança. Talvez ainda dê tempo. (Mas isso é só opinião. Não sou expert, apenas um pitaqueiro viciado).

O que me admira é que a abordagem da questão da segurança tenha sido, até agora, tão chinfrim, tão fraca, de todos os lados.

Não vi os programas de Bassuma nem de Marcos e isso não tem nada de pessoal ou ideológico, admiro – e muito – Bassuma e respeito bastante o PSOL, mas quis avaliar a propaganda (via youtube) dos três candidatos que têm mais chance de vencer a eleição.





Cuidado com a criatividade dos arautos da tragédia

4 07 2010

Há um ditado, sentença, provérbio (escolha você) popular muito usado quando alguém ou um grupo é atacado ou perseguido com mentiras ou piadas de mau gosto: os cães ladram e a caravana passa. Vou evitar usar neste texto sobre a forma como os adversários do governador Jaques Wagner estão fazendo campanha, adotando como tática espalhar ou comemorar notícia ruim. Mas, caberia.

Tem assalto? Tem matéria de divulgação produzida por assessoria de candidato, tem discurso de candidato. Houve tiroteio e morte na Bahia? “Esqueçam a dor dos feridos e das famílias dos mortos, façam um escarcéu aí”, parece ser a determinação nos quartéis generais das campanhas do DEM e do PMDB. Tragédia pouca é bobagem, eles parecem torcer para que a violência cresça cada vez mais, para que os tais índices de criminalidade se agigantem, só assim, acreditam, um sai de 23% o outro de 9% nas pesquisas.

Nestes quatro ou cinco dias de chuvas em Salvador, o governo da Bahia está de prontidão e os correligionários e apoiadores da reeleição de Wagner – falo porque conheço muitos – torcem e oram para que nenhuma tragédia se registre. Ninguém precisa torcer por desgraça para lembrar que o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima deixou de enviar recursos para o resto do Brasil optando por destinar quase tudo para as prefeituras do PMDB e de aliados na Bahia. Nesta hora a gente diz: tomara que as verbas tenham sido aplicadas e nada grave aconteça na Bahia. Ninguém comemora se o canal do Imbuí transborda. Eles fariam uma festa.

Tudo isso é para chegar à mais recente exploração política de uma notícia que seria mais que ruim, seria péssima. Os adversários do governador Jaques Wagner o “infartaram” hoje. Isso mesmo. Tendo ido ao Hospital Espanhol para exames de rotina que faz sempre no mesmo lugar e com os mesmos médicos, Wagner foi visto por um “esperto” que se encarregou de espalhar que o governador havia sofrido um infarto. Colocaram logo na internet e tentaram espalhar pelo interior.

Uma mentira deslavada. Carregada de mau caratismo. O governador está bem, convivendo com seus mais de 42% nas pesquisas e olhando de longe Paulo Souto com 23% e Geddel com 9%.

Para mim, o ápice da canastrice dos assessores da oposição, dos conselheiros de Geddel e Paulo Souto – que, ainda não sei, espero não tenham pessoalmente entrado nessa jogada furada. Alem do que, cabe aos dois, agora, se manifestar.

Vejam até onde o desespero chegou. Já não basta “achar ótimo” que a violência cresça, agora a oposição espalha que o governador teve um infarto, achando que isso vai enfraquecer o candidato que está à frente nas pesquisas. Muito mau agouro. O que mais esses arautos da tragédia vão aprontar? Cuidado, criatividade é o que não falta na campanha da oposição.

P.S.: Conversei agora há pouco com um dos assessores mais próximos do governador Jaques Wagner, Nelsinho Simões. Ele me disse que acha tragicômica essa tática de espalhar e tentar se aproveitar de boatos como o do “infarto de Wagner”. Cômico porque ele (Nelsinho) sabia há dias que o governador estava como a avaliação marcada, como faz periodicamente, e trágico porque mostra que tem gente pouco preocupada com a verdade e agindo irresponsavelmente na política, num jogo em que “tudo vale”, até brincar com a saúde do governador em busca de (questionáveis) resultados políticos. Nelsinho sente muito por esse jogo sujo da oposição e acha que o descrédito de quem o faz se acentua na população. Eu também acho, presta atenção Geddel, fica atento Paulo Souto.





Agenda da semana

2 06 2009

COPA 2014 – Salvador será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. E isso deverá ser assunto durante muito tempo. O presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues já explicou que a capital não será uma sub-sede, para uma partida ou outra, mas a sede de um grupo, com pelo menos quatro jogos. Ele repassa garantia que recebeu do todo-poderoso Ricardo Teixeira. A Copa de 2014 já marcou o primeiro gol: colocou na mesma foto, com caras de alegria e festa, o governador Jaques Wagner, o ministro Geddel Vieira Lima e o prefeito de Salvador João Henrique. Agora, os três, com seus respectivos grupos, tendo à frente Fernando Schmidt, pelo governo do Estado, e Kertszman pela prefeitura, vão intensificar os esforços para dotar a nossa capital da estrutura exigida pela Fifa. E terão que arrumar dinheiro, muito dinheiro. Os investimentos não ficarão em menos de R$ 400 milhões, pode apostar. E, ao que se sabe, nem a prefeitura nem o Estado tem esses recursos. Prova disso foi o decreto de emergência do prefeito João Henrique em razão das chuvas. Esse tipo de decreto tem um objetivo muito específico: obter recursos estaduais e federais para fazer frente aos prejuízos. Tampouco o governo estadual está com caixa ou perspectiva de receber mais do que o montante que arrecada hoje ou é repassado pela União. Prova disso é que os secretários da Fazenda e do Planejamento já avisaram que não têm recursos para investimento e até o pagamento de fornecedores encontra-se em atraso. É importante lembrar quais os principais problemas que a Bahia precisa resolver, segundo pesquisa recente feita pela ONU (publicada em Época, de 16 de maio/09).

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PAULO SOUTO, DEM E PSDB – O tiro de largada dessa corrida ou o lançamento desse balão de ensaio que é o namoro do ex-governador Paulo Souto com do PSBD e a reação do DEM, foi a divulgação, com exclusividade, pelo jornalista Raul Monteiro em seu site Política Livre, de declarações de uma fonte anônima, mas, importante, segundo o Política, de que o partido de ACM Neto, ACM Jr., José Ronaldo e José Carlos Aleluia não “engoliriam” a migração de Paulo do Souto para o partido de Serra. Apesar de ser uma história antiga (Paulo Souto já havia sido convidado a ingressar no PSDB por Fernando Henrique Cardoso, quando este ainda era presidente da República) promete ser um dos assuntos mais fortes da semana na mídia de política. O político que falou com Raul Monteiro disse que o DEM pode acabar apoiando Geddel, se Paulo Souto sair do partido. Tem gente sem entender a reação, considerando a relação umbilical dos dois partidos em nível nacional e ainda o fato de que o PMDB de Geddel, no Brasil, estar propenso a apoiar Serra para presidente. Não seria, como dizem no interior, todos gatos pardos?

WAGNER, GEDEL E PMDB vs PT – No domingo à tarde, no cenário do Pelourinho, comemorando a escolha de Salvador para sede da Copa 2014, Wagner, Geddel e João Henrique ficaram juntos e felizes. O momento rendeu boas fotos, mas, ainda parece longe o fim dos batimentos de bumbo, lenga-lengas, tititis e trololós que envolvem as relações políticas entre PMDB e PT, Wagner e Geddel, com João Henrique também reclamando. É verdade que tem gente achando que é só jogo de cena, mas, há, entre os peemedebistas da base, aqueles que o presidente Lúcio Vieira Lima disse que decidirão o destino do partido, muita fé de que Geddel tope ser candidato a governador. O prazo para ter essa definição seria setembro, quando se encerram os encontros regionais do PMDB, mas, logo, logo novidades podem antecipar tudo. Também nesta semana e também relacionado a este assunto, o nome do conselheiro do TCE, Otto Alencar pode voltar à mídia como uma opção para uma vaga de senador na chapa de Wagner. Há opiniões emitidas por quem entende de política e suas “mumunhas” de que Otto é nome quase certo como candidato em composição com o PT. Vão além estes que opinam assim: as duas vagas poderão ser da “direita”, porque  o governador precisa garantir a sua reeleição e manter o projeto político. Sem Geddel. A semana promete.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – Nada muito relevante. A oposição vai derrubar as sessões porque os governistas não darão quorum. Os oposicionistas vão bater em Jorge Solla (secretário estadual da Saúde), em Adeum Sauer (da Educação) e César Nunes (da Segurança). A deputada Maria Luiza, esposa do prefeito João Henrique, vai criticar (e muito) o governador e avisar mais uma vez que deixará o PMDB se o partido continuar com Wagner. Mas, fará a ressalva: fala em nome próprio, não pode dizer o que o marido vai fazer. Da parte da situação espera-se fazer boa e consistente defesa do governo. 

DENGUE, MENINGITE E GRIPE A (SUÍNA) – Assuntos que perderam um pouco de espaço na mídia, mas, esta semana a secretaria estadual de Saúde deve divulgar dados e números novos, principalmente de dengue e meningite. Com o fim das chuvas havia a possibilidade de o número de casos crescer. Não houve confirmação, mas, essas doenças ainda acometem os baianos em índices acima da média nacional. Com a palavra o secretário Jorge Solla. A gripe A (suína) ainda assusta. A Organização Mundial de Saúde mantém os níveis de alerta e o número de casos no Brasil subiu para 21. Na Bahia, hoje (segunda-feira), surgiu a informação de que um homem, morador de Portugal que estava em Ribeira do Pombal, foi internado no Hospital Otávio Mangabeira, em Salvador, com suspeita da doença. Exames feitos no Laboratório Central (Lacen) descartaram a suspeita e o homem recebeu alta ontem. Não há registros ou suspeição da gripe A na Bahia.

GREVES E PARALISAÇÕES – Os professores da rede municipal de ensino estão parados e não há previsão para o retorno às aulas dos 175 mil alunos da rede municipal de ensino. Os servidores da Transalvador também estão parados. Terça-feira é o terceiro dia. O pessoal que trabalha na Saltur também pode parar. Outros setores que podem decretar greve ou fazer paralisações (com prejuízos para a população) este mês, a qualquer momento, como vem se tornado praxe, são a Polícia Civil e os empregados das empresas de ônibus – os motoristas e cobradores.

CPIs DAS ONGs E DA PETROBRAS – Vem aí a definição da presidência e da relatoria da CPI da Petrobras. Claramente política, eleitoreira e oposicionista – embora compreensível e importante, considerando o estado democrático de direito em que vivemos -, a CPI da Petrobras deve durar até o ano que vem. Tem grande importância para a Bahia, entre outras razões, porque a Petrobras é a maior empresa do Brasil, com forte presença e participação social e econômica no estado, além de ter como seu presidente o economista baiano José Sérgio Gabrielli. A CPI das ONGs pode não ser tão importante quanto a da Petrobras, mas vai acabar se ligando a ela: já avisaram que o assessor de Gabrielli, o petista Rosemberg Pinto poderá ser convocado em razão de convênios, pilotados por ele, com ONGs ligadas ao PT para realização de festas em municípios onde Rosemberg teria interesse político em sua dobradinha com o deputado federal Geraldo Simões.

DILMA ROUSSEF – Empata com o governador José Serra em pesquisa de opinião pública quando o entrevistado responde espontaneamente, ambos tem 5%. Nas questões estimuladas Serra está bem à frente, mas petistas comemoram que a diferença diminuiu algo em torno de 8 pontos percentuais. Com a melhora na saúde da ministra e o surgimento de novos números, este deverá ser um dos assuntos predominantes desta e de outras semanas.

JOSÉ SERRA – Com uma máquina chamada governo de São Paulo na mão, ex-ministro (avaliado como o melhor do mundo, segundo sua propaganda) e ex-candidato a presidente, tendo disputado o segundo turno com Lula, o paulista vê Dilma chegar perto, mas, se a eleição fosse hoje, ele venceria a candidata do presidente Lula nos dois turnos. Está esperando o governador de Minhas Gerais, Aécio Neves, comprar uma camiseta com a foto dele para poder ficar mais tranquilo. Mas, sabe que atrás de todo homem forte há uma mulher que pode ficar mais forte ainda. Por enquanto, Serra se diz satisfeito com o apreço do povo brasileiro e acha cedo para fazer campanha. No fundo tenta dar um recado a Dilma. Se ela não parar, ele vai ter que rir menos.

CRISE ECONÔMICA – A GM americana quebrou. Empresas brasileiras ainda demitem. Mas, o comércio baiano e a bolsa paulista dizem que a crise está passando ou, em alguns setores e localidades, era mesmo uma marola. O que não era, claro. Porém, no caso brasileiro, tendo o país se preparado para uma circunstância como essa, a crise vai passar mais rápido e com menos efeito. Quem diz o contrário ou torce contra Lula ou torce contra si mesmo.

ACIDENTE DO AIR BUS DA AIR FRANCE – Será uma semana de dor. Como já foram as últimas horas.  Ninguém fica indiferente a uma tragédia dessas. Estive no aeroporto de Salvador pela manhã e conversei com passageiros que chegavam e se diziam aliviados e abençoados por Deus e também ouvi muitos passageiros que ainda viajariam, a maioria demonstrando alguma angústia, muitos confessando seu medo, mas, não encontrei ninguém que tivesse aberto mão de voar. Ter medo é normal, mas o transporte aéreo continua a ser o mais seguro do mundo no geral, embora o que tem os acidentes mais fatais. Chocam sempre, especialmente quando envolvem tanta gente. Durante vários dias o assunto vai dominar a mídia e merecer de nossa parte todo respeito e condolência.





Chuva, tentativa de suborno e a volta do nome ACM à ribalta

22 05 2009

ACM em destaque no Congresso

Com o escândalo das passagens aéreas, as proezas do deputado do castelo e as suspeitas sobre a Petrobras, dois nomes da política baiana ganharam maior destaque nos últimos dias. Na verdade uma sigla, que virou nome: ACM. Um, Neto (DEM), é o corregedor da Câmara dos Deputados, eleito por aclamação exatamente para substituir o deputado Edmar Moreira (DEM), dono de um castelo de R$ 25 milhões e acusado de usar a verba indenizatória para pagar serviços prestados por sua própria empresa.

Logo depois de eleito para a Corregedoria, Edmar causou polêmica ao defender que os deputados não devem julgar os colegas, apesar de esta ser a principal atribuição do cargo para o qual tinha sido eleito, mas, sua bravata não duraria, pois logo veio à tona que ele possui um imenso castelo em Minas Gerais, avaliado em R$ 25 milhões e não declarado à Receita Federal. Em seguida, quando o assunto passou a verba indenizatória paga aos parlamentares, descobriu-se que Edmar Moreira prestava contas com notas de suas próprias empresas de segurança, por isso está sendo julgado pelo Conselho de Ética da Câmara. Na última reunião do conselho Edmar afirmou que é inocente, chorou e disse que está sendo achincalhado publicamente por culpa de ACM Neto.

O pai de Neto, filho do falecido ACM, é Júnior. Indicado pelo DEM para a já muito polêmica CPI da Petrobras é o nome mais forte para assumir a presidência da mesma. Vai ser, de fato, o grande momento de ACM Jr. na cena política nacional. Tudo o mais pelo que tenha passado no Senado vai ficar para trás. Quando nome de ACM Jr. foi lembrado teve gente que confessou temer que a CPI se transformasse em espetáculo pirotécnico.

Reconhecidamente sereno e tranqüilo, o senador baiano fez questão de dizer que não vai fazer ou admitir pirotecnia na CPI da Petrobras. ACM Jr. disse ser uma pessoa confiável e responsável e lembrou que embora Sérgio Gabrielli esteja no campo oposto ao dele na política, eles sempre tiveram boas relações, já tendo dado aulas junto com o presidente da Petrobras na universidade.

Site acusa vereadora de tentativa de suborno

Promete render a denúncia, feita pelo site Bahia Notícias, de que a vereadora Tia Eron (DEM) ofereceu dinheiro ao diretor executivo do BN, Ricardo Luzbel, para que o site parasse de publicar notas contra ela, deixando “em paz”. A denúncia foi publicada como editorial do BN nesta sexta-feira. O caso já está com o corregedor da Câmara Municipal do Salvador, vereador Paulo Câmara (PSDB), que afirmou ser Tio Eron é passível de advertência por escrito ou verbalmente, pode ganhar uma suspensão temporária ou pode perder o mandato por quebra de decoro.

A vereadora ocupou negativamente espaços na mídia por ter viajado com assessores ao Rio de Janeiro, em pleno recesso legislativo, com as passagens pagas pela Câmara. Embora os registros constem que os assessores foram com ela, Tia Eron chegou a dizer que viajou sozinha. No editorial, Bahia Notícias afirma ainda que, na legislatura passada a vereadora quase perdeu o mandato por faltar às sessões, mas teria sido salva por uma “manobra” da Mesa Diretora.

O mais é só chuva

A chuva não para. Derruba árvores e postes, destrói casas, alaga e esburaca a cidade, atrapalha o trânsito e ameaças vidas. E uma das piores ameaças que esse tempo ruim traz só será conhecida depois que as chuvas pararem: o aumento de doenças, como leptospirose, dengue e meningite. Resta rezar, tomar cuidados pessoais e torcer para que os governos se entendam, não apenas agora, mas, especialmente, quando estiver seco, para encontrar soluções que reduzam os efeitos da chuvas sobre Salvador e outras cidades, minorando o sofrimento de milhares de pessoas.





Três ameaças para a Bahia

14 05 2009

Meningite mata 9 em Salvador - Dengue aumenta 766% na capital - Sesab diz que a gripe A (suína) chega a qualquer momento

Ninguém sabe o que é pior. O baiano convive com a dengue e a meningite (que neste período chuvoso/pós-chuvoso tem aumento de casos da variante mais grave) e agora sabe que também tem que se precaver da gripe A, ou gripe suína, conforme avisou o secretário de Saúde Jorge Solla, ontem (13). Solla apresentou o plano estadual para enfrentar a doença e disse que, embora o risco hoje seja considerado zero, que o sistema de saúde baiano está em alerta máximo. O secretário de Saúde da Bahia afirmou que não dá para prever quando a gripe A chegará à Bahia, mas que ela virá, pois Salvador tem um fluxo intenso de passageiros vindos do México, Estados Unidos e Canadá, onde a doença tem uma manifestação grande.

Na oportunidade, o secretário ressaltou que ainda não é possível determinar quando a contaminação irá acontecer. “Hoje, o risco é considerado zero, mas vamos manter o alerta em nível máximo para conter a transmissão quando ela ocorrer. A possibilidade de termos a circulação do vírus na Bahia é maior em relação à gripe aviária, que atingiu o mundo em 2005, vinda da Ásia, por exemplo”, afirma.
Para o representante do governo estadual, no caso da gripe suína, a chance de contaminação é maior porque há um fluxo mais intenso de passageiros no estado oriundos do México, Estados Unidos e Canadá. 

Antes que a pandemia chegue aqui, em relação à dengue e à meningite a verdade é que a capital baiana está mais vulnerável, especialmente por causa das chuvas que insistem em não parar. O tempo melhora, o céu abre azulado e eis que, de repente, elas reiniciam. Por sorte, não são mais temporais ou períodos prolongados de água correndo pelas ladeiras e inundando ruas e avenidas em áreas nobres ou na periferia.

Além dos cuidados básicos conhecidos, como não deixar água parada, no caso da dengue, a boa alimentação e espaços arejados no caso da meningite e os cuidados com higiene para prevenir a gripe suína, o baiano terá quer ter fé em Deus e contar com a sorte.

A meningite que mais tem aparecido é a mais grave, do tipo C, ou meningogócica. E a vacina não está disponível na rede pública e é cara nas clínicas. Veja os números:

71 casos de meningite C na Bahia. Em Salvador, no Couto Maia 20 pacientes estão hospitalizados e um tem a variante mais grave. O aumento dos casos na Bahia é de 65,11% a mais que o mesmo período do ano passado. Em Salvador os casos mais que dobraram.

A boa notícia é que em os números da meningite, incluindo todas as formas da doenças, diminuíram, na comparação com 2008. São 37,4% de casos a menos.

DENGUE

No ano de 2009, até 25 de abril, foram notificados 59.360 casos de dengue na Bahia correspondendo a um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2008 (20.002). Até o momento, 352 (84%) municípios do estado notificaram a doença através dos sistemas de informação da vigilância epidemiológica. 

Quanto às formas graves da doença: Dengue com complicações, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome do Choque da Dengue, registraram-se 1.145 casos suspeitos em 124 municípios.

Destes, confirmaram-se 416 casos graves em 74 municípios. Entre os casos graves, 49 óbitos foram confirmados, dos quais 27 (55%) foram em menores de 15 anos e 22 (45%) em maiores de 15 anos.

Veja boletim completo em:

www.saude.ba.gov.br/comitedengue/boletins%20epdemiologicos/Boletins%20Epidemiol%C3%B3gicos%202009/Boletim%20Epidemiol%C3%B3gico%20N%C2%BA%2014%20(04-05-2009).pdf  (Se não abrir direto, copie e cole no navegador)

Em Salvador, segundo a Secretaria Municipal de Saúde – SMS

Balanço Dengue Casos Dengue até a 16ª Semana Epidemiológica, Salvador-Ba, 05/05/2009

Casos Notificados  – 3570           

Dengue Clássico: Casos Confirmados      645

Dengue Hemorrágica: Casos Confirmados 14           

Dengue com complicações: Casos Confirmados 52            

Mortes por Dengue Hemorrágica: 03

www.saude.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=636&Itemid=5  (Se não abrir direto, copie e cole no navegador)





Gripe Suína – Confirmada pelo Ministério da Saúde primeira transmissão dentro do país

9 05 2009

Do UOL Notícias – (Editado pelo Blog em 09/05 às 04:47)

Em entrevista coletiva ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou que o Brasil já contabiliza seis casos de Influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. De nove exames realizados, sete foram descartados e foram confirmados mais dois casos de pessoas que contraíram o vírus. Um deles contraiu a doença no Brasil.
Um dos casos é de Santa Catarina, o de uma criança de sete anos que já teve alta do hospital. O outro caso é de um homem que teve contato com o paciente já confirmado como infectado pela gripe ontem, no Rio de Janeiro, ou seja, é o primeiro caso de transmissão do vírus dentro do país. Eles são os únicos internados no momento, ambos no Hospital do Fundão.
“Nossa estratégia para conter o vírus segue de maneira ágil e eficaz”, disse o ministro no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Centro do Rio. Temporão afirma que o governo vem tomando todas as medidas necessárias para conter a doença. “Nada muda. Todos os países estão fazendo do mesmo jeito, seguimos os protocolos internacionais.”
O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortêz, também afirmou que a estratégia no Estado não muda. “Continuamos com a central de monitoramento e trabalhando junto com o ministério”, afirmou.

Mais dois casos
Ontem, o ministro havia confirmado quatro casos de pacientes que contraíram a doença no exterior, os quarto são adultos e três deles já curados. São duas pessoas de São Paulo, uma de Minas Gerais e uma do Rio de Janeiro.
No balanço desta sexta (8), o Ministério da Saúde informou que eram 30 os casos suspeitos no país. Além disso, 18 casos estavam em monitoramento em sete Estados. No total, 113 foram descartados, ou seja, pessoas que apresentaram sintomas, mas não estavam doentes. Segundo o último balanço, eram 24 casos.

Operação contra a gripe

O Ministério da Saúde confirmou também nesta sexta que o Brasil dispõe de cerca de 50 hospitais de referência para atender eventuais novos casos de gripe suína. Há ainda medicamentos prontos para tratar 12,5 mil pessoas e 9 milhões de doses em pó para futura fabricação.