Geddel é acusado de distribuir verbas do ministério por critérios políticos

25 06 2010

PMDB E PARTIDOS ALIADOS DE GEDDEL FICAM COM 78% DAS VERBAS. PREFEITOS RECLAMAM DE PRESSÃO

Privilégio indevido, falta de critérios objetivos. Estas foram as reações da imprensa nacional, do  TCU e de ONGs como o Contas Abertas à farta distribuição de verbas do Ministério da Integração Nacional para municípios baianos administrados pelo PMDB, no período de 2007 a março de 2010 quando o ministro era Geddel Vieira Lima, pré-candidato peemedebista ao governo da Bahia.

Uma reação compreensível, afinal, segundo dados amplamente divulgados Geddel enviou 64,6% de todos os recursos liberados em 2008 e 2009 pelo Ministério da Integração Nacional para municípios baianos. Vistos de perto, os números mostram que as verbas foram direcionadas para municípios administrados por correligionários ou apoiadores de Geddel.

O PMDB, que na Bahia tem 112 prefeituras, ficou com 75% dos R$ 427 milhões liberados pelo Ministério da Integração para o estado entre 2007 e março de 2010. Os 25% restantes foram para 74 municípios administrados por 16 partidos. Outros 280 municípios não receberam um centavo sequer. Na extensa lista estão, por exemplo, Feira de Santana, Itabuna e Barreiras, que somam mais de 1 milhão de habitantes. Do lado do PMDB foram favorecidos municípios como Barro Alto, Lapão e Ibipeba, que juntas não chegam a 54 mil habitantes, mas receberam, somados, R$ 9 milhões.

Quando se juntam aos valores repassados ao PMDB os recursos o que foram enviados a prefeituras administradas por partidos que apóiam o pré-candidato do PMDB o total passa de R$ 334 milhões ou 78% de todo o dinheiro que Geddel enviou para a Bahia quando era ministro.

PRESSÃO POLÍTICA

Prefeitos de vários partidos reclamaram de pressão de Geddel ou de membros do Ministério da Integração que estariam condicionando a liberação de verbas a declarações de apoio ao candidato do PMDB. Segundo o jornal O Globo de 18 de abril, também reproduzido pelo jornal A Tarde, o prefeito de Piripá, Anfrísio Barbosa Rocha, que é do PDT, contou que em troca de verba para obras de pavimentação no município, o ministro pediu que ele gravasse declarações de apoio: ‘Estive no ministério para articular um convênio de calçamento. Só que ele afirmou que só faria se (eu) gravasse uma entrevista dizendo que, a partir daquele momento, estaria apoiando o ministro Geddel para governador da Bahia’.

De acordo com O Globo “em conversas reservadas, outros prefeitos que não integram o grupo de Geddel relataram a prática de barganhar verbas por apoio; ou mesmo a dificuldade de receber repasses”. Dois prefeitos do PT entrevistados pelo jornal de circulação nacional também reclamam de o ex-ministro ter usado métodos pouco ortodoxos para condicionar a liberação de verbas do Ministério da Integração Nacional.

Sempre segundo O Globo, João Paulo de Souza, prefeito de Érico Cardoso, afirmou que os recursos para a construção de três pontes não tinham saído e que uma pessoa do ministério propôs que ele gravasse mensagem de apoio a Geddel. Já José Carlos Cruz Moura, prefeito de Itapetinga, disse a O Globo, “que os recursos para a construção de canais em quatro bairros do município secaram logo que ele venceu as eleições de um peemedebista em 2008. O convênio prevê R$ 6,8 milhões, dos quais R$ 1,6 milhão chegaram”.





Dificuldades para Paulo Souto às portas da convenção

9 06 2010

Neste sábado o DEM baiano faz a sua convenção, no Clube Espanhol, combinada com a do tucano José Serra. O partido prepara uma grande festa, afinal, imaginam que a partir da convenção a candidatura do ex-governador Paulo Souto poderá pegar o embalo e se consolidar no segundo lugar, à frente de Geddel Vieira Lima. Mas Paulo Souto pode chegar ao evento partidário com a cabeça doendo. Tem motivos, pelo menos quatro. Escolha qual o mais chato.

Começa que até agora o ex-governador carlista sequer anunciou a sua chapa de senadores. Noticia-se na mídia que alguns convidados recusaram. Embora seja certo que o DEM terá chapa pronta e anunciada na convenção, talvez na véspera, já é notório que será apenas um nome de composição, sem condição de agregar o que mais interessa – voto. Todos os possíveis nomes estão no entorno do DEM/PSDB, Paulo Souto não conseguiu atrair qualquer liderança fora dos padrões carlistas.

DEPUTADOS PASSAM POR CIMA E JUTAHY DIZ NÃO

A relação com o PSDB, aliás, é o outro problema que vem a seguir. O partido liderado com mão de ferro por Jutahy Magalhães Júnior decidiu que não cederá coligação nas proporcionais e os deputados estaduais do DEM estrilaram. Com Carlos Gaban à frente passaram por cima de Paulo Souto, que antes de pré-candidato ao governo é presidente do DEM na Bahia,  e buscaram diretamente a senadora Marisa Serrano, uma das coordenadoras da campanha de Serra para reclamar.

Reação de Paulo Souto: silêncio. Um silêncio constrangedor, de quem não consegue definir como andarão as coisas na coligação que ele deveria liderar, já que ele é o candidato a governador, aquele que, em tese, dá o palanque ao candidato presidencial dos tucanos. Reação de Jutahy: consta que estrilou com Marisa Serrano, o que ele nega, e se apressou em reafirmar a posição do seu PSDB: não tem coligação nas proporcionais, o DEM que se vire.

ATÉ PMDB SE METE NO PROBLEMA DE SOUTO

Até o outrora bom vizinho se meteu no angu do DEM-PSDB. Com toda cara de quem quer levar vantagem. O PMDB, que nada tem com a história, manda o deputado Luciano Simões dizer que Jutahy foi desleal com Paulo Souto. Manifestação solidária? Pena de Souto? Qual o quê. Estratégia do quanto pior melhor. Mais confusão no consórcio demo-tucano pode significar olhos voltados para Geddel, que ainda está lá atrás com seus 9,5% (igual ao PIB da Bahia). O PMDB pode estar querendo ver o mar pegar fogo para comer peixe frito.

Depois da queda, o coice. Se não bastasse toda essa desgastante polêmica local, um pesadelo maior se avizinha para Paulo Souto. Pode ser que venha por aí um livro-dossiê do jornalista Amaury Ribeiro Júnior que dissecou os negócios de José Serra, a pedido do ex-governador Aécio Neves, segundo a imprensa para contrapor ameaças que o pessoal de Serra teria feito a Aécio, nos tensos momentos que marcaram a discussão sobre a prévia tucana que acabou não ocorrendo.

O livro-dossiê tucano deverá trazer o histórico de negócios e relações de José Serra com Ricardo Sérgio e Gregório Marin Preciado, este último nome um dos compradores da Coelba e várias vezes repetido em ações e processos judiciais envolvendo a questionável doação da Ilha do Urubu por Paulo Souto, no apagar das luzes do seu governo, no fim de 2006, após sua derrota para Jaques Wagner.

Por essas e outras, Paulo Souto não deve estar com aquela cara dos comerciais de TV do DEM. Quem o encontrar por aí certamente o verá carrancudo como sempre foi, agora um pouco mais preocupado.





De Waldir a Pinheiro. Nisso não há trauma.

31 05 2010

Eu preferia Waldir. Queria que ele voltasse a Brasília como senador, para encerrar à altura uma carreira política que sempre nos encheu de orgulho.  Waldir Pires é o mais antigo político baiano em atividade e deveria ser o mais respeitado. Waldir conhece a Bahia como poucos e como poucos é conhecido na Bahia. Sua trajetória começou em 1951, nomeado secretário no governo Régis Pacheco por indicação do jornalista e deputado Nelson Carneiro.

Eu fui o último jornalista a conversar com o ex-governador Régis Pacheco*. Em 1986 fiz algumas entrevistas com ele em seu apartamento da Graça e também no Hospital Espanhol, onde o ex-governador esteve internado antes de falecer. Régis me disse que ele não escolhera Waldir para a equipe, mas Nelson Carneiro, que declinou, pois estava se mudando para o Rio de Janeiro e indicou para o seu lugar o jovem Waldir Pires, de apenas 24 anos.

A fala do ex-governador Régis Pacheco foi mais ou menos assim (recorro apenas à memória): “Eu não escolhi Waldir Pires para o meu governo, escolhi Nelson Carneiro, que já era um nome muito importante da política brasileira, mas Nelson havia decidido ficar no Rio de Janeiro, então ele indicou Waldir para o seu lugar. Waldir era um rapaz muito novo, que logo eu vi se tratar de pessoa competente e séria”.

QUASE GOVERNADOR AOS 35

Em 1962, Waldir foi candidato ao governo da Bahia pela primeira vez. Perdeu para Lomanto Júnior por uma diferença de 3%.  Já havia sido deputado estadual e deputado federal e logo depois, quando dava aulas de Direito na Universidade de Brasília, seria convidado pelo presidente João Goulart para o cargo de Consultor Geral da República. Quando ocorreu o golpe militar que depôs Jango, em 1964, Waldir foi um dos últimos a deixar o Palácio do Planalto. Teve que sair do Brasil no início de abril, partindo para um exílio que começou no Uruguai e terminou na França.

Waldir voltou ao Brasil em 1970 e se fixou no Rio de Janeiro, sem poder fazer política, mas em 1982 a Bahia voltou a vê-lo em atividade, muitas vezes discursando em pé sobre um banco de madeira numa feira-livre, ou sobre picapes emprestadas. Quando Waldir falava a praça silenciava e o ouvia com paixão. Sua primeira candidatura na volta à política foi para o Senado, apoiando Roberto Santos ao governo do estado. Me lembro de um comício na praça da Matriz em Jacobina, onde estava também Tancredo Neves. Waldir abriu a mão direita no ar e fez um belíssimo discurso usando os dedos da mão como referência para falar de igualdade, justiça e democracia.

Perdeu a sua primeira eleição para o Senado. Por uma razão muito simples, o voto era vinculado, o chamado voto “camarão” um dos muitos casuísmos impostos pela ditadura aos brasileiros. Quem votasse no governador teria que votar em todos os candidatos da chapa – de governador a vereador – do mesmo partido. Como João Durval, apoiado por Antonio Carlos Magalhães, estava muito forte, herdeiro da comoção pela morte de Clériston Andrade, foram beneficiados os que vinham na mesma chapa. O senador eleito foi Luis Viana Filho.

Um parênteses: na eleição de 1982, a primeira em que votei e a única geral do Brasil de minha geração, me lembro de um ato da maior decência do jornal A Tarde – algo que nunca mais se repetiu por aqui: o jornal fez editorial de primeira página explicitando suas razões para apoiar Roberto Santos, em vez de João Durval. Isso ainda se faz, por exemplo, nos Estados Unidos, a cada eleição. Aqui a mídia subestima o eleitor, disfarça preferências e, dissimulada, apoia um candidato tentando destruir o outro, de forma, muitas vezes, sub-reptícia.

A BAHIA COM WALDIR

Mas a Bahia que ouviu Waldir em 1982 o aclamaria governador em 1986, na eleição mais emocionante da história no estado. O candidato carlista foi massacrado com mais de 1,5 milhão de votos de frente.

Em 1989, no meio do mandato Waldir foi convocado pelo PMDB de Ulysses Guimarães, com apelos do próprio, para ser candidato a vice-presidente da República. Deixou o governo da Bahia com Nilo Coelho, que demonstrou, no decorrer do tempo, inaptidão para a gestão e completa ingratidão com Waldir e com a Bahia. Um governo desastroso se seguiu. Dono da mídia estadual e figura nacional proeminente, Antonio Carlos Magalhães conseguiu forjar o marketing da desistência,  criando o estigma de que Waldir abandonara o governo. A pecha, criada para prejudicar a trajetória desse grande político brasileiro, no entanto, não atrapalharia a sua eleição para a Câmara dos Deputados com a maior votação da história da Bahia, em 1990. Waldir era PDT, mas deixou o partido quando aquele se aliou a Collor.

Em 1994, Waldir tentou outra vez uma vaga no Senado. Concorreu com ACM, que foi o mais votado. Na disputa pela segunda vaga, ficou o registro de fraude que deu a vaga a Waldeck Ornelas.

Waldir foi para o PT em 1998, depois de ter sido o deputado federal mais votado da Bahia pelo PSDB, partido do qual veio a discordar pelas relações mantidas com o PFL e o carlismo. A ida de Waldir Pires para o Partido dos Trabalhadores, respeite-se a verdade, foi fundamental para restabelecer a sua importância para a política baiana e nacional.

À FRENTE COM LULA

Lula o chamou para o governo. Uma pasta da maior importância – a recém-criada Corregedoria Geral da União, responsável pela fiscalização e transparência no uso de recursos federais pelas prefeituras, um trabalho que ganhou prosseguimento com Jorge Hagge. Depois, Waldir foi ministro da Defesa. Honrado entrou e honrado saiu, embora sob uma saraivada de criticas à época da crise na aviação brasileira, alem de ter sido alvo da descortesia do PMDB de Nelson Jobim, incluindo bravatas do próprio, que assumiu em seu lugar.

Do episódio Waldir saiu abraçado pela Bahia. Foi recebido no aeroporto com carinho, homenageado em solenidades, desagravado em jantares e esperou até este ano, quando foi instado por um grupo do PT a aceitar uma pré-candidatura ao Senado.  Aos 83 anos, Waldir enfrentaria, provavelmente, a sua última jornada na política, em termos de disputa. E seria eleito, certamente. Um privilégio para a Bahia, um ato de justiça com um dos nomes mais importantes da política baiana e brasileira, um dos políticos mais honrados do Brasil.

Mas, a política é a política e não se faz de homenagens, mas de pragmatismo. Felizmente, a alternativa a Waldir era Walter Pinheiro e a Bahia também teria um grande nome em quem votar se a decisão do PT fosse por ele, como foi. Pinheiro é um cara sério e trabalhador, cristão e progressista, humilde e ao mesmo tempo cioso do seu valor político.

Eu preferia Waldir. Não Waldir a Pinheiro, mas Waldir a Cesar Borges no início e depois Waldir por Waldir mesmo, não uma contenda, uma indisposição com Walter Pinheiro. Espero que assim tenha sido com todos os que querem a reeleição de Jaques Wagner e, digamos, estão no campo mais avançado da política nacional.

Espero que cessem as sugestões de compensação a Waldir Pires. Deputado estadual, suplente  de senador (a pior de todas as sugestões), deputado federal… nada disso. Uma biografia como a de Waldir Pires não pede comiseração. Waldir já foi eleito uma referência da dignidade na política. E assim foi, quando do pleito interno do PT em que foi preterido. Não recuou. Quis a disputa, creio que não pela disputa em si, mas pelo que há de honrado em oferecer o seu nome como opção e dar a muitos a oportunidade de manifestar o direito de se opor ao padrão.

DEMOCRATA ATÉ O FIM

Desistindo, Waldir não saberia o quanto a sua candidatura era querida, mesmo em um fórum restrito como uma plenária de delegados e não da militância. Se desistisse, perderia a vaga, como perdeu, mas por assumir-se incapaz de conquistá-la. Desta vez não perdeu porque era voto camarão e nem foi roubado. Perdeu porque pertence a (e valoriza) uma legenda partidária que tende a decidir tudo a partir da vontade coletiva, ainda que uma das partes perca.

Não vi Waldir rejeitado. O PT não faria isso com ele. Pinheiro não faria. Jaques Wagner tampouco. Foi Waldir quem quis a eleição interna, quis a prévia, repetiu-se democrático ao aceitar ir até o fim da disputa e foi decente e partidário ao manifestar seu apoio incondicional à candidatura de Pinheiro, no domingo em que viu mais uma vez a vaga do Senado se afastar da sua rica e honrada história.  Um domingo em que Waldir Pires reforçou a sua biografia como aquele que fez com que o PT fosse PT: a disputa validou o conceito de partido democrático, como lhe cabe.

Eu votarei no candidato a senador Walter Pinheiro, que superou Waldir Pires em disputa interna do PT e que é o melhor dos candidatos da Bahia ao Senado. Eu voto nos bons.

* Das fitas com as gravações com o ex-governador Régis Pacheco restou-me uma que doei ao Museu Regional (Padre Palmeira?), da Uesb. O fiz há alguns anos em uma solenidade em homenagem ao ex-governador. A fita cassete foi tocada e algumas pessoas, como Dílson Ribeiro e Humberto Flores, choraram ao ouvir a voz de Régis contando o que viu do alto da serra do Periperi, na sua chegada a Vitória da Conquista, pela primeira vez. Eu espero, sinceramente, que esta fita, de inestimável valor, ainda esteja guardada no museu ou que tenha sido digitalizada. Espero mesmo.





A caminho do Velho Mundo, graças a Deus

17 05 2010

Meus bons amigos que vez ou outra aparecem para dar uma olhada nos meus blogs, estou começando a realizar um sonho: visitar e conhecer Londres. Ficarei lá por dez dias, tentando absorver o máximo daquela cidade cheia de história e cultura. Prometo partilhar tudo o que conseguir aprender.

Mas, não se trata de um sabático. De lá, graças à web, continuarei seguindo as coisas do Brasil, da Bahia, de Salvador, do Pará, de Belém, do Maranhão, de São Luís, de Vitória da Conquista e de Jacobina. E darei meus pitacos, sempre que achar que devo e for possível, no twitter, no facebook ou nos meus blogs, são muitos, rs: http://notasdabahia.com/, http://blogdegiorlandolima.wordpress.com/, http://minhasalvador.wordpress.com/, http://notasdeconquista.wordpress.com/

Londres ainda está falando de eleição, continuam negociações para formação do gabinete. Tentarei aprender sobre a prática política deles. E, claro, vou ver um jogo de futebol em Wembley, um amistoso entre a seleção inglesa e a mexicana. Torcendo para os ingleses, por cortesia aos anfitriões.

Vou com a minha filha e minha mulher, ambas aniversariantes neste mês, agrado para elas inicialmente, presente para mim. Meu filho, que está começando o doutorado, fica em Campinas, infelizmente.

Perdoem-me se esta nota é muito pessoal e carrega na vaidade, mas não me envergonho. O filho do pedreiro que fez a sua casa na serra conseguiu mais um feito. Grato por isso, em primeiro lugar a Deus, à minha família e aos pontos do Fidelidade TAM.

Vamos nessa.





Nada sobre Lula e o sucesso no Irã?

17 05 2010

Precisa? Os melhores blogs, sites e veículos de comunicação do país e até a mídia anti-lulista já noticiou, comentou, elogiou, comemorou, reconheceu o mérito do nosso presidente na missão de convencer o Irã a adquirir combustível nuclear enriquecido da Turquia ao invés de produzi-lo no próprio país. Com o acordo o mundo respira mais aliviado.

Lula confirma o que diz dele a mídia internacional, contrariando a “grande” mídia nacional: o presidente do Brasil é um líder mundial com grande carisma e enorme poder de persuasão. Com a diplomacia de Lula, o Brasil caminha rapidamente para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Como eleitor de Lula e cidadão brasileiro, estou orgulhoso. E posso dizer, com imensa honra, que eu já estive com esse cara, pessoalmente, mais de uma vez. Não sei se ele lembra de mim ou se me reconheceria hoje, mas eu reconheço a sua capacidade e amor pelo Brasil, o trabalho que fez mudar para melhor a vida de milhões e milhões de brasileiros, e nunca esquecerei o que ele faz pelo meu país.

Yes, this man is a great brazilian, worthy people





Pesquisa do Vox desnorteia adversários de Wagner

14 05 2010

Neste sábado, a Rede Bandeirantes divulga novas pesquisas nacional e estadual feitas pelo Vox Populi. Durante a semana o levantamento da Vox esteve na pauta de políticos e da imprensa. Até números foram divulgados. Os exercícios de adivinhação sugeriram de tudo. Ilusão e inutilidade. Como se o Vox fizesse tabulação por etapa e saísse antecipando o resultados parciais por aí.

Dos três candidatos principais só Geddel Vieira Lima, do PMDB, mencionou a pesquisa.  Porém, o silêncio de Paulo Souto, que tem andado ausente do twitter e está com o blog atrasado, foi substituído por manifestações de perfis do twitter que são atribuídos a assessores ou seguidores seus, como @ronmontealto e @pazeamorbahia (antigo andferraro). O primeiro lançou um factóide, chutando 35% para Jaques Wagner e 33% para Paulo Souto, mantendo Geddel nos famosos 11%.

Numa aparente orquestração, @ronmontealto lança o factóide e @pazeamorbahia o repercute, empestando-lhe um “tom da credibilidade”. Mais tarde @pazeamorbahia ou André Ferraro, desiste da tática do amigo e atribui ao governador Jaques Wagner pelo menos 40%. Diz ele, no seu twitter: “Independente do questionamento de pesquisas, com ou sem margem de erro manobráveis, o fato é que Wagner não desempaca dos 40”.

Ataque à credibilidade da Band

“Ronmontealto” chega ao absurdo de divulgar diálogos inexistentes entre candidatos, a direção da Rede Bandeirantes de Televisão e o marqueteiro João Santana. Segundo o fake, a tentativa era refazer números desfavoráveis. Disse o soutista que soube das “articulações” por meio de uma amiga que trabalha na afiliada da Band na Bahia. Seria risível, se não fosse burrice e irresponsabilidade.

Envolve o trabalho de empresas sérias como o instituto Vox Populi e a Rede Bandeirantes, com o objetivo sujo – embora inútil – de desqualificar antecipadamente a pesquisa que desfavorece o seu candidato. A estratégia chinfrim dos soutistas arrasta ao ralo até o propalado acordo de cavalheiros fechado entre os marqueteiros das duas campanhas, sob a batuta do publicitário Mauricio Carvalho, de Geddel.

De minha parte, acho que Paulo Souto pode até gravar comerciais dizendo que só agora – três anos e meio depois de deixar o governo – percebe que a Bahia está precisando de apoio, isso porque aprender a ver com os olhos do coração, mas não creio que candidato do DEM peça a esses assessores para cometer tal asneira. Se o faz, passa recibo, admite saber o quanto está mal na preferência popular.

Geddel quer 20%

Outro que passou recibo foi o pré-candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima. Respondendo a um seu seguidor no twitter, Geddel afirmou – como se confessasse sua resignação por patinar em 10%, 11% – que tem uma meta modesta de 20%. Veja o que afirmou Geddel em tweet postado na quinta, 13, início da tarde: “@juvalsza Nossa meta,é chegar no horario eleitoral,ai próximo dos 20%.Antes disso ñ creio em grandes mudanças – about 23 hours ago via web”. Bem que ele diz que é humilde.

Ao fim e ao cabo, como tudo não passa de especulação – a pesquisa só será divulgada amanhã – os soutistas e Geddel admitem a única verdade neste cenário de muitas versões: o governador Jaques Wagner está na frente dos dois.  Em previsão feita pelo site Pimenta na Muqueca, o percentual de intenções de voto no governador é maior que os dos dois somados – o de Paulo Souto, segundo em todas as pesquisas, e o de Geddel, o último.





Minhas pérolas no twitter hoje

11 05 2010

Nesta terça-feira de clima ameno em Salvador, entre uma obrigação e outra, tuitei muito. Falei sério, brinquei, ironizei e fiz piada sem graça com os tweets abaixo. Escolha pelo menos um para comentar. Rs.

Sobre Copa do Mundo, seleção brasileira, Dunga e Ganso. Antes:

O Pará perde a Copa e Dunga é q paga o pato? Tem gente dizendo q se ele ñ convocar Ganso, vai se ver com Lyoto Machida. Convoca logo, Dunga!

Dunga já acertou com Jorginho que vai convocar Ganso, mas ameaçou que se ele não ganhar a Copa vai virar patê de foie gras…

Depois do estrago feito:

Acham mesmo que Dunga, tão cioso de sua autoridade, convocaria Ganso depois daquele gesto tão elogiado pela mídia, no Santos e Sto André?

1) E um jornalista,do alto de sua superioridade,chamou Dunga de ruim de bola na frente do próprio.Sutil qual elefante em louçaria perguntou:

2) “Dunga vc chamou esse meio campo por que se parece com aquele meio-campo sem talento de 94?”. Dunga retou e Jorginho jurou vingança. Rs

Antes de @josesimaoband: Pra Dunga, bom de conta, um Pato e um Ganso formam 22. Só sobraria uma vaga e ele tinha q chamar a turma dele toda.

Sabendo como se comportam jogadores brasileiros,fãs da putaria e da esbórnia,Ganso nem chegaria a jogar na Copa.Morreria afogado na véspera.

Dunga assumiu sob apupos. Ganhou tudo o q disputou. Agora chama a seleção da confiança dele e os “especialistas” vêm pra cima, indignados…

…”preparando” o espírito da torcida pro fiasco que parecem desejar. Vale lembrar Tom Jobim: Fazer sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal.

Explicando a Eupoena:

@eupoena Ganso é o cara q todo mundo queria na seleção, mas Dunga não convocou. Comoção nacional.

Respondendo a Brisa Peregrino que disse preferir que a seleção não existisse:

@brisaperegrino Com a não-convocação de Ganso e Neymar tem gente achando q ñ existe mesmo.Ou, para alguns,a seleção agora é um 0 à esquerda.

Respondendo a Cintia Kelly segundo quem se o Brasil ganhar a Copa dirão que Dunga é o cara:

@cintiaKelly_ E se poderá dizer outra coisa, já que se perder ele vai ser malhado mais que Judas na quaresma.

Respondendo a De la Orden, que disse que Dunga é chamado de burro mas que tem muito jornalista pior do que ele (2 tws):

@delaorden Por hoje vc tira o que vai ser o debate político em junho e julho, a depender da mídia esperta do Brasil. Das vésperas à ressaca da Copa, se @dilmabr @joseserra_ @silva_marina e @pliniodearruda ñ comentarem a seleção ning dará atenção

Juntando futebol e política:

Exclusivo: reunião no Costa Azul define – Wagner é o culpado por ñ convocação de Ganso. Geddel disse q vai denunciar essa violência à Fifa.

Debatendo com o competente e educado cientista político Gaudêncio Torquato, que chamou Montenegro, do Ibope, de papa das pesquisas que não quis fazer previsões sobre as eleições (4 tws):

@GaudTorquato Quem contratou Montenegro pra dizer isso? Se ele sabe tanto pq o Ibope erra tão feio? Ou ñ erra, faz parte? “Papa”? É sério, prof.?

Sei da figuração. Mas vc sabe q Montenegro ñ fez a previsão pq foi “repreendido” pelos colegas/concorrentes na matéria de Veja

E mais: se pesquisas feitas “com apuro” p/ Ibope erram feio, como Bahia e Maranhão 2006 e Pará 2008, como ele pretende “prever”?

O Ibope sabe disso. Sempre acerta a última. A de boca de urna. Rs. Professor, a cisma com o Ibope tem histórico e ñ é só minha.

Política no alvo (Geddel):

Exclusivo: 1)Reunião no Costa Azul define que Geddel fará campanha substantiva. O motivo: o candidato do PMDB tem dificuldade com o plural.

2) Segundo fontes q participaram da reunião,o dono do PMDB teria afirmado q não entende essa coisa de concordância – quem manda é ele mesmo.

Sobre meu twitter:

Cheguei a 100 seguidores!!!Vou abrir uma tequila pra comemorar, assim, à noite, quando alguns desistirem já estarei bêbado e nem perceberei.

(Ninguém deixou de me seguir, eu não bebi nada e agora já são 107 seguidores, incluindo os fakes. Mas, voto é voto e apoio a gente não recusa).





Geddel quer censurar Wagner. Chiste ou fetiche coronelista?

11 05 2010

O roteiro abaixo é do comercial do PMDB veiculado em abril.

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Vídeo:

Geddel, em chromakey, sobre fundo de imagens de casas populares. Imagem do fundo se movimenta para a direita dando idéia de travelling.

Fala de Geddel:

- Quando se tem firmeza, coragem pra enfrentar os desafios os sonhos acontecem.

Entram depoimentos de populares gravados na área.

Vídeo:

Volta Geddel. Reinicia a fala sobre a imagem das casas, que faz o mesmo movimento a partir do mesmo ponto. Parte final da fala é coberta com imagens da obra no Imbuí e de Geddel com Lula e Dilma.

Fala de Geddel:

- As pessoas têm pressa em realizar os seus sonhos, a macrodrenagem e urbanização do Imbuí foi realizada em dois anos.

- Em parceria com o presidente Lula o PMDB da Bahia realizou em três anos mais de duzentas obras em Salvador.

- Quando se tem vontade de trabalhar, as coisas acontecem.

Assina PMDB

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O trecho destacado revela toda a presunção do pré-candidato do PMDB ao governo da Bahia. Nunca na história deste país se viu tamanha jactância: atribuir a um partido a realização de uma obra. Não é o ministério, que poderia se admitir; nem a prefeitura, que teria lógica, mas, pasmem, o PMDB que – santa arrogância – fez “parceria com o presidente Lula” para realizar as obras.

Leia de novo (e se tiver acesso ao comercial, ouça): não é o presidente ou o governo federal quem faz. É o PMDB, tendo Lula de parceiro. Uma inversão cínica de valores.

Geddel não era ministro do PMDB, mas do governo Lula, indicado pelo governador Jaques Wagner. Com o comercial ele usurpa autoridade e mérito do governo federal e omite a presença da prefeitura, no afã de atribuir-se algo que não é uma graça do PMDB, mas obrigação do ministério: executar os projetos do governo federal. Do governo federal, que paga a conta e pagava o salário de Geddel.

A produção de chistes de Geddel Vieira Lima, cada vez mais especialista em jogo de palavras, orador de dicionário, foi ao ápice ao atacar o governador Jaques Wagner porque a publicidade do governo estadual menciona obras que foram realizadas com recursos do governo federal.

Ora, Wagner é governador da Bahia, ligado ao presidente Lula por laços de amizade, partidários e institucionais. A federação brasileira é composta por três entes: União, estados e municípios, que atuam isolada ou compartilhadamente. O prefeito busca verbas estaduais para obras, que a prefeitura faz ou que o próprio governo executa. Obrigação do prefeito reivindicar, mérito conseguir. Da sua parte, o governador também “corre atrás” de recursos e obras federais. E se consegue comemora o mérito e tem o direito de divulgar.

Se na bazófia de Geddel o PMDB “realiza obras” em parceria com o presidente Lula e faz propaganda disso (irregular, ressalte-se, embora a justiça tenha deixado passar), por que ele vem apontando o seu dedo sujo para a publicidade do governo?  Quer impor o silêncio ou tirar do governador o direito legal e moral de anunciar as obras que faz ou garante para a Bahia?

O pré-candidato do PMDB está cada vez mais pretensioso e turrão. Pretende ditar as regras na Bahia mesmo sendo apenas pré-candidato com menos de 11% nas pesquisas. Quer estabelecer suas “verdades absolutas”. Chiste ou fetiche de coronel? Qualquer coincidência com um do passado é mera semelhança.





Ué, Chico e Mário Kertész… precisa isso?

8 05 2010

Traz o renomado site Política Livre uma nota preocupante para os modernos tempos da política baiana e para a liberdade de expressão. Uma reação desproporcional do empresário Chico Kertész a uma opinião que teria sido manifestada pelo publicitário Eduardo Saphira em seu twitter. Chico quer processar Saphira, segundo o site Politica Livre, porque ele teria “levantado suspeitas sobre a relação entre o Grupo Metrópole e o pré-candidato do PMDB ao governo estadual, Geddel Vieira Lima”.

Ora, ora, ora, o diretor da emissora de rádio mais opinativa da Bahia, que fala de tudo e todos, com um estilo ostensivamente crítico, na maioria da vezes muito seriamente, porém às vezes com achincalhe e outras vezes com palavreado de duplo sentido, quer mesmo impor a censura a alguém, porque aquele mencionou a possibilidade de um entendimento um pouco além do normal, digamos, da sua rádio com um pré-candidato?

Não cheguei a ver o tweet em que Saphira teria falado da rádio Metrópole e da sua relação (da rádio) com Geddel, se é que publicou isso mesmo. Nem vou procurar, mas que os milhares, cada vez mais milhares, ouvintes da Metrópole de Mário Kertész percebem nos últimos 20, 30 dias é uma postura cada vez mais simpática a Geddel, sim. E não escrevo isto porque estou doido e ou porque apoio a Wagner (não sou fundamentalista) –, ressalto, para que isso não venha a ser usado em uma eventual reação ao que escrevo.

Essa postura da rádio Metrópole pode ser justificada na redução das verbas para o sistema de comunicação de Mário Kertész por parte do governo do Estado (não acredito que seja a razão); pode ser porque a Metrópole, que já pareceu apoiar Paulo Souto, tenha pesquisa que mostre que o peemedebista Geddel tem mais chance que o carlista do DEM, ou pode ser apenas uma fase transitória que causa essa impressão a Saphira, a mim e a milhares.

Eu acho absolutamente normal (e até bom) que a Metrópole ou outro meio qualquer de comunicação tenha um lado. Como é normal que quem não gosta disso reclame. E, se há algum equívoco, informação truncada ou mal colocada, quem se sentiu  atingido deve esclarecer, desmentir, usando, no caso da Metrópole, seu canhão de comunicação. Se não for relevante, deixar de lado, não dar ouvidos aos áulicos e incendiários que querem fazer fogo para serem vistos.

Já a ameaça de processo é mera truculência, que a Metrópole já sofreu. Duvido que Mário e Chico Kertész tenham achado bom ou normal. Afinal, sabem os dois, depois de quase 20 anos nesse negócio de comunicação -  falando tudo (e todo mundo ouvindo) – que censura é uma M…

(Mais sobre Mário Kertész em http://minhasalvador.wordpress.com/elogia-e-critica/ – “Mário Kertész radialista, Mário Kertész ex-prefeito“.)





Comercial “botox” tenta vender um novo Paulo Souto

6 05 2010

Preste atenção no texto publicado logo abaixo do artigo. É a mensagem que está sendo dita pelo ex-governador Paulo Souto em inserções de propaganda partidária – fora  da lei (veja post anterior) no rádio e na TV.

Se não estiver vendo a imagem quando a mensagem é veiculada na TV ou se um locutor não fizesse a introdução da mesma no rádio, a pessoa pode pensar tratar-se de alguém novo, debutando na política. Mas, antes, trata-se de uma mentira, obra e graça de marqueteiros que lançam mão de velhas fórmulas para tentar “humanizar” a imagem de seus clientes, apresentando-os em cenários simples, ao lado de gente pobre, falando o nome delas (enquanto elas ficam caladas em seu canto), para demonstrar “preocupação” com elas, fazendo uso de frases de efeito, cheias de palavras bonitas, como sonho, coração, esperança, justiça, igualdade…

No caso dos comerciais de Paulo Souto tudo isso vai ao ápice do abuso, é a simbologia da enganação. Do filme ao ator. Pura desfaçatez.

Paulo Souto foi governador do estado da Bahia duas vezes, participou ou esteve no entorno de todos os governos carlistas e agora aparece falando em sonho, em fazer o que nunca quis fazer.

Paulo Souto não percebeu – ou pensa que as pessoas não percebem – que a sua mensagem é uma confissão. Ele confessa ao dizer que só agora, fora do governo, se aproximou das pessoas e conheceu as suas necessidades. Confessa o que a Bahia manifestou que já sabia em 2006, ao rejeitá-lo: ele não trabalhou para que a Bahia fosse mais forte, melhor e mais justa.

E agora quer que o povo acredite que ele mudou e vai fazer o que não fez. Teve oportunidade durante 16 anos e só agora promete que fará porque aprendeu a ver o mundo “com os olhos do coração”.

Não escrevi este artigo porque desgosto de Paulo Souto, até admiro a sua postura mais séria, dita técnica, e sou dos que achavam que um dia, livre de ACM, ele nos demonstraria, finalmente, que se diferenciava do grupo a que pertenceu. Mas, sempre reagirei assim a ele ou qualquer outro político que, ao falsear a imagem em novelinhas na TV com mensagens recheadas de poesia, tente engabelar as pessoas, o eleitor, principalmente os mais simples.

Como diria uma amiga minha, mais radical que eu” “Paulo Souto, se olhe.”

A FALA DE PAULO SOUTO TENTANDO ENGANAR O POVO.

“Nesses últimos anos, longe do governo, tive a oportunidade de andar por toda a Bahia. E pude e então me aproximar mais das pessoas, conhecer os seus sonhos e as suas necessidades. Pessoas como Dona Anália e tantas outras. Com elas, aprendi a ver o mundo com os olhos do coração. Eu sei que o que falta na casa de Dona Anália dói no coração dos baianos, mas o que nós encontramos aqui nos dá a certeza que é possível realizar mais; a certeza de que se existem os sonhos de uma Bahia mais forte, melhor e mais justa, existem também novos caminhos de realizar esses sonhos.

Venha caminhar com a gente porque a Bahia quer e merece mais.”